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10 de fevereiro de 2012
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Elevadores de Obras

Segurança impulsiona o sistema de cremalheira

Revisão da norma regulamentadora nº 18 (NR-18) estimula o consumo de elevadores por sistema de pinhão e cremalheira, mais seguros no transporte vertical em canteiros de obras

Em maio de 2011, a Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18), do Ministério do Trabalho e Emprego, sofreu modificações relacionadas ao transporte vertical de pessoas e cargas nos canteiros de construção e passou a prever mais cuidados na operação de elevadores de obras. As novas exigências impostas potencializaram a utilização de sistemas de pinhão e cremalheira em detrimento dos elevadores a cabo, que ainda predominam nos canteiros do Brasil, mas cujas modificações necessárias para atender aos níveis de segurança impostos pela NR-18 dificultam a sua utilização nas obras e operações que exijam o transporte vertical constante de operários, como em plataformas de petróleo.

As mudanças na NR-18 foram aplicadas por meio da Portaria 224, que passou a incluir os sistemas de elevadores de obras em vários itens de segurança, conforme explica Carlos Alberto Villefort, diretor da Mecan. “Antes, esses sistemas só constavam em dois itens da regulamentação. Com a mudança, passamos a ter uma norma mais detalhada sobre a utilização de elevadores de obras, o que, por consequência, gera maior garantia de aplicação dos modelos de cremalheira”, ele avalia.

Villefort explica que os elevadores de cremalheira foram introduzidos no mercado brasileiro há 13 anos, mas sua aplicação ainda é tímida e a maior população de máquinas se concentra nos grandes centros urbanos. Em janeiro de 2010, uma reportagem publicada pela M&T demonstrou que a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) concentrava então a maior quantidade de elevadores de cremalheira em operação no Brasil, distribuídos entre obras de construção civil e industrial.

Na ocasião, cerca de 70% dos elevadores de obras em operação na RMSP seriam do tipo cremalheira e o restante, a cabo. Na cidade do Rio de Janeiro, essa proporção foi então estimada em 50% para cada tipo de tecnologia e nas demais capitais brasileiras, assim como nas cidades do interior de São Paulo, a proporção seria inversa, ou seja, de 30% de elevadores de cremalheira e 70% de modelos a cabo. “Nos últimos dois anos, porém, a demanda pela nova tecnologia aumentou e tivemos uma velocidade de substituição um pouco maior nessa área”, afirma Villefort. Mesmo assim, ele avalia que a frota de elevadores nas obras ainda seja majoritariamente de modelos a cabo.

Controle de velocidade