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09 de junho de 2016
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Pavimentação

Responsabilidade à altura

Fabricantes apresentam opções para ajudar o país a superar os gargalos em infraestrutura rodoviária, tanto na construção como na manutenção de ESTRADAs

O modal rodoviário continua sendo o principal meio de locomoção no país. Dentre todos os modais, o setor é o que mais recebe recursos do governo federal, abocanhando 95% do total destinado à infraestrutura nacional. Até por isso, segundo José Alberto Pereira Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR), a retomada do crescimento econômico passa necessariamente “pelos investimentos em obras rodoviárias”.

Tal protagonismo, no entanto, implica em responsabilidade à altura. Mesmo sendo a forma de circulação mais importante em território nacional, 57,3% dos cerca de 100 mil quilômetros de rodovias avaliadas recentemente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentam algum tipo de deficiência em relação à pavimentação, sinalização ou geometria da via. A situação, evidentemente, exige sinergia entre órgãos governamentais, construtoras de obras públicas, concessionárias de rodovias, prefeituras municipais e fabricantes de equipamentos.

De acordo com Henrique Luduvice, presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), a infraestrutura rodoviária brasileira precisa adotar um conceito de deslocamento com que seja possível atender à demanda atual e futura do país. “Não estamos apenas fazendo infraestrutura, estamos ajudando a construir a mobilidade de pessoas e de mercadorias”, afirma. “Por isso, é urgente o engajamento do setor para que a qualidade de nossas vias possa trazer crescimento ao país de maneira mais abrangente.”

Nessa linha, o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Silveira, comenta que a prioridade do órgão neste ano é a manutenção rodoviária, além de foco na carteira de estudos e projetos. “Esperamos fazer a cobertura de 80% da malha rodoviária, com a duplicação de 220 km de rodovias e 159 km de novas rodovias pavimentadas”, promete.

DIFERENCIAL

As empresas, por sua vez, apostam no diferencial tecnológico como forma de ajudar nesta tarefa. A Romanelli, por exemplo, reforça as vantagens da tecnologia e-Flow, um sistema eletrônico de controle de vazão de fluxo lançado no ano passado e que controla com precisão a quantidade de material processado. O destaque da linha é a usina de micropavimento UHR-900 Eflow, de 18 m³, voltada especificamente para utilização em grandes rodovias. Segundo o representante comercial Thiago Romanelli, a solução realiza a aplic


O modal rodoviário continua sendo o principal meio de locomoção no país. Dentre todos os modais, o setor é o que mais recebe recursos do governo federal, abocanhando 95% do total destinado à infraestrutura nacional. Até por isso, segundo José Alberto Pereira Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR), a retomada do crescimento econômico passa necessariamente “pelos investimentos em obras rodoviárias”.

Tal protagonismo, no entanto, implica em responsabilidade à altura. Mesmo sendo a forma de circulação mais importante em território nacional, 57,3% dos cerca de 100 mil quilômetros de rodovias avaliadas recentemente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentam algum tipo de deficiência em relação à pavimentação, sinalização ou geometria da via. A situação, evidentemente, exige sinergia entre órgãos governamentais, construtoras de obras públicas, concessionárias de rodovias, prefeituras municipais e fabricantes de equipamentos.

De acordo com Henrique Luduvice, presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), a infraestrutura rodoviária brasileira precisa adotar um conceito de deslocamento com que seja possível atender à demanda atual e futura do país. “Não estamos apenas fazendo infraestrutura, estamos ajudando a construir a mobilidade de pessoas e de mercadorias”, afirma. “Por isso, é urgente o engajamento do setor para que a qualidade de nossas vias possa trazer crescimento ao país de maneira mais abrangente.”

Nessa linha, o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Silveira, comenta que a prioridade do órgão neste ano é a manutenção rodoviária, além de foco na carteira de estudos e projetos. “Esperamos fazer a cobertura de 80% da malha rodoviária, com a duplicação de 220 km de rodovias e 159 km de novas rodovias pavimentadas”, promete.

DIFERENCIAL

As empresas, por sua vez, apostam no diferencial tecnológico como forma de ajudar nesta tarefa. A Romanelli, por exemplo, reforça as vantagens da tecnologia e-Flow, um sistema eletrônico de controle de vazão de fluxo lançado no ano passado e que controla com precisão a quantidade de material processado. O destaque da linha é a usina de micropavimento UHR-900 Eflow, de 18 m³, voltada especificamente para utilização em grandes rodovias. Segundo o representante comercial Thiago Romanelli, a solução realiza a aplicação de micropavimento com polímeros, sendo equipada com um novo sistema de controle de vazão de fluxo com processador IHM que evita o desperdício de material. “O sistema faz a leitura da velocidade em relação à taxa de aplicação e da rotação da bomba, garantindo controle mais preciso de ligantes e agregados em uma linguagem simples para operador”, explica. “Não adianta desenvolver tecnologias de difícil operação, pois sabemos que nossa realidade é a falta de operadores capacitados.”

Também apostando no desenvolvimento de equipamentos automatizados, a LDA Equipamentos Rodoviários disponibiliza em seu portfólio a usina de micropavimentos sobre chassis UMP-115H-E, que traz controles eletrônicos de aplicação e operação como opcionais e também atende a obras menores. “Com as obras da esfera federal paradas, as empresas estão atuando em obras municipais, assim como em obras particulares, que neste momento estão tendo continuidade”, diz Rodolfo Bitner, gerente regional da LDA.

Já a Margui Engenharia de Equipamentos aposta na fabricação de equipamentos personalizados. Focada na produção de soluções de pequeno e médio porte, a empresa gaúcha oferece ao mercado nacional uma usina de asfalto a quente que produz até 60 t/h, com silos dosadores para até quatro agregados. Outro equipamento de destaque da empresa é uma microusina de asfalto de produção contínua a quente (CBUQ – Concreto Betuminoso Usinado à Quente) com capacidade de 3 a 5 t/h, fabricada em chassi único e rebocável. “São usinas 100% brasileiras, feitas com mão de obra, matéria-prima e projeto nacionais”, afirma o engenheiro Daniel Gregol, gerente da Margui. “Temos uma equipe própria de engenharia que customiza os equipamentos e, se o cliente quiser alguma modificação na planta, estamos aptos a fazer.”

SEGURANÇA

No atual estágio da indústria, os empresários também estão dando especial atenção à segurança, visando à redução no número de acidentes operacionais nas obras. A MW Automação, por exemplo, é especializada no desenvolvimento de tecnologias como um sistema antiatropelamento que pode ser instalado em qualquer equipamento móvel. “O sistema é capaz de identificar a presença de pessoas em área de risco a até 7 m do equipamento, identificando a presença do chip instalado no colete ou no capacete do colaborador”, comenta William Pereira, gerente comercial da empresa. “Um alarme visual e sonoro é então acionado de forma automática, dentro da cabine.”

Outro sistema que a empresa disponibiliza nos canteiros do país é um dispositivo de acesso operacional desenvolvido para controlar o acesso a equipamentos móveis como caminhões, escavadeiras, pá carregadeiras, tratores de esteiras, motoniveladoras, perfuratrizes, bombas de concreto e outros. “O dispositivo garante que a operação seja efetuada somente por profissionais autorizados e capacitados”, conclui Pereira.

Gerenciamento é vital para o setor

Assim como nos demais nichos da construção, a gestão otimizada das frotas de equipamentos é uma das melhores formas de reduzir investimentos, melhorar o retorno e manter o desempenho das empresas que atuam com construção rodoviária. Segundo o engenheiro mecânico Norwil Veloso, consultor editorial da Sobratema e membro do conselho editorial da M&T, a gestão de frotas é um meio garantido de obter bons resultados, uma vez que uma máquina parada no pátio representa perdas para a construtora e/ou locadora. “Realizada corretamente, a gestão de frotas permite acompanhar as novas tecnologias, controlar o desempenho e realizar análises comparativas e de manutenção preventiva, além de reduzir as paradas não programadas”, sublinha. “Além disso, permite controlar os custos e descartar os equipamentos de baixa produtividade na hora certa.”