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08 de junho de 2015
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Coluna Yoshio

Redesenhando as relações

"É necessário perceber as mudanças provocadas nas relações e interações do ambiente para restabelecer positivamente as conexões, de maneira que isso beneficie às diferentes partes do processo"

Ao longo dos últimos meses, os contatos com empresas e empresários apontam para um forte vetor de preocupação. A apreensão refere-se às consequências mais imediatas das circunstâncias econômicas que afetam as relações com clientes, fornecedores, colaboradores e demais “stakeholders”.

Muitos insistem no desgastado modelo de simplesmente reduzir a folha, os gastos e os investimentos, sem se darem conta de que é imprescindível redesenhar as relações que envolvem o negócio. Caso contrário, independentemente das contenções de despesas, o negócio pode estar absolutamente obsoleto ao término da crise.

Nesse sentido, a situação econômica instável constitui (ou exige) uma oportunidade de mudança nessas relações, sendo que as empresas podem obter um benefício considerável se observarem suas atividades por este ângulo. Em outras palavras, é necessário perceber as mudanças provocadas nas relações e interações do ambiente para reestabelecer positivamente as conexões, de maneira que isso beneficie às diferentes partes do processo.

O que se perde com o advento de uma nova situação econômica é a percepção arraigada que os clientes geralmente têm sobre seu produto ou serviço. Ou seja, o que era bom para a antiga situação já não atende às novas expectativas. A reconexão com estes clientes deve induzir novos parâmetros de desempenho da empresa. Em relação aos colaboradores, também há uma forte mudança de expectativas de ambas as partes, com as empresas buscando oportunidades de reequilíbrio em seus custos agora inflados e, simultaneamente, os funcionários buscando segurança num cenário de enfraquecimento das oportunidades.

Além disso, urge revisitar as relações entre sócios, destes com seus conselhos, da empresa com agentes financeiros e ainda com seus parceiros de negócios, para citar apenas algumas conexões importantes. O momento crítico também traz a necessidade de uma visão mais minuciosa sobre a relação, que deixa de produzir os benefícios usuais e ressalta as diferenças anteriormente hibernadas.

Esta necessária revisão das relações traz como requisito fundamental uma maior profundidade nas percepções e nas análises dos líderes. É a clareza dos objetivos que determina os caminhos a seguir. Saber exatamente qual é a intenção da mudança almejada faz com que o líder pense além dos objetivos mais imediatos, antecipando as percepções de seus interlocutores. Afinal, se as intenções não são claras, o resultado pode ser uma desorientaç


Ao longo dos últimos meses, os contatos com empresas e empresários apontam para um forte vetor de preocupação. A apreensão refere-se às consequências mais imediatas das circunstâncias econômicas que afetam as relações com clientes, fornecedores, colaboradores e demais “stakeholders”.

Muitos insistem no desgastado modelo de simplesmente reduzir a folha, os gastos e os investimentos, sem se darem conta de que é imprescindível redesenhar as relações que envolvem o negócio. Caso contrário, independentemente das contenções de despesas, o negócio pode estar absolutamente obsoleto ao término da crise.

Nesse sentido, a situação econômica instável constitui (ou exige) uma oportunidade de mudança nessas relações, sendo que as empresas podem obter um benefício considerável se observarem suas atividades por este ângulo. Em outras palavras, é necessário perceber as mudanças provocadas nas relações e interações do ambiente para reestabelecer positivamente as conexões, de maneira que isso beneficie às diferentes partes do processo.

O que se perde com o advento de uma nova situação econômica é a percepção arraigada que os clientes geralmente têm sobre seu produto ou serviço. Ou seja, o que era bom para a antiga situação já não atende às novas expectativas. A reconexão com estes clientes deve induzir novos parâmetros de desempenho da empresa. Em relação aos colaboradores, também há uma forte mudança de expectativas de ambas as partes, com as empresas buscando oportunidades de reequilíbrio em seus custos agora inflados e, simultaneamente, os funcionários buscando segurança num cenário de enfraquecimento das oportunidades.

Além disso, urge revisitar as relações entre sócios, destes com seus conselhos, da empresa com agentes financeiros e ainda com seus parceiros de negócios, para citar apenas algumas conexões importantes. O momento crítico também traz a necessidade de uma visão mais minuciosa sobre a relação, que deixa de produzir os benefícios usuais e ressalta as diferenças anteriormente hibernadas.

Esta necessária revisão das relações traz como requisito fundamental uma maior profundidade nas percepções e nas análises dos líderes. É a clareza dos objetivos que determina os caminhos a seguir. Saber exatamente qual é a intenção da mudança almejada faz com que o líder pense além dos objetivos mais imediatos, antecipando as percepções de seus interlocutores. Afinal, se as intenções não são claras, o resultado pode ser uma desorientação nos processos de mudança, que sempre são desafiadores, tanto na vida como nos negócios.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema