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02 de julho de 2014
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Manutenção

Recuperação de treliças requer análise cuidadosa

Identificação da intensidade dos danos estruturais em guindastes implica em procedimentos especializados, mas nem todas as avarias são passíveis de manutenção

Invariavelmente, as lanças treliçadas de guindastes de grande porte são componentes resistentes e de manutenção relativamente simples. No entanto, a incidência de falhas estruturais nesses componentes é algo inadmissível, pois qualquer acidente originado pelas avarias pode ter consequências fatais. Por isso, os fabricantes de guindastes com lança treliçada estipulam uma série de procedimentos de inspeção que, se forem corretamente aplicados, garantem a longevidade e a segurança operacional dos equipamentos.

As treliças são compostas quase que inteiramente por tubos, cordas e placas de aço. Quando seriamente danificadas, raras vezes elas permitem manutenção, restando ao gestor apenas a opção de substituir os componentes avariados por novos. Mas, há sim procedimentos padrões que podem evitar o surgimento de avarias. E o principal deles é o extremo cuidado durante o transporte e a movimentação das peças, que devem sempre utilizar cintas de içamento adequadas na amarração e ser posicionadas sobre madeiras de apoio durante o deslocamento.

Outro ponto de destaque é manter a pintura das lanças sempre em dia e protegida contra a corrosão, algo que pode ser identificado com simples inspeções visuais. Ainda constatando o óbvio, nenhum guindaste deve operar fora dos limites de capacidade nominal de carga, um dos motivos mais comuns de acidentes nas obras.

INSPEÇÃO

Assim como qualquer outro componente de um guindaste, as lanças treliçadas necessitam de avaliações periódicas para assegurar a integridade da operação. Para essas estruturas, o sistema de diagnóstico mais eficiente ainda é a inspeção visual, que pode ser auxiliada por tecnologias e instrumentos modernos de medição, como paquímetros e linhas para verificação do alinhamento.

Para estabelecer uma periodicidade das inspeções, recomenda-se avaliar o equipamento semanalmente, intervalo que pode variar conforme as condições de operação e histórico do guindaste. A avaliação deve sempre ser realizada por um técnico qualificado, a partir de procedimentos indicados nos manuais técnicos do fabricante.

Além das inspeções de periodicidade mais curta, também é importante inspecionar o equipamento ao longo da operação, principalmente antes do uso inicial e após o transporte de materiais. Esses procedimentos devem ser seguidos sempre que houver ocorrências não programadas, como sobrecargas, choques de carga e batidas. O responsável deve ainda preencher uma lista de verificação e emitir um relatório detalhado com todos os danos encontrados, indicando quais partes devem ser substituídas ou reparadas.