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19 de abril de 2016
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Entrevista

"O espírito do negócio"

Formado em administração e pós-graduado em gestão empresarial pela Faculdade de Administração Três de Maio/UFRGS (RS), o atual diretor de operações de peças de reposição para a América do Sul, Ilson Eckert, está na John Deere desde 2006.

Neste período, o executivo já atuou em diversas gerências da companhia, como vendas, marketing e suporte ao produto para 18 países da América do Sul e Caribe (2006/2007), planejamento e execução da estratégia em AMS (Divisão de Agricultura de Precisão) para a América do Sul (2008/2012) e planejamento para a divisão agrícola e turf para a América Latina (2012).

Em 2013, Eckert assumiu a atual diretoria, posição na qual lidera um setor que vem crescendo em importância no segmento de máquinas e equipamentos no mundo todo. No agronegócio, por exemplo, as janelas cada vez mais curtas entre o fim da colheita de uma safra e o início do plantio de outra passaram a exigir maior agilidade das empresas.

Assim como na construção, em que as horas paradas representam prejuízo certo para as construtoras. “Precisamos focar muito no pós-venda, a fim de contribuir para que as máquinas estejam disponíveis para o trabalho rapidamente”, diz Eckert. Acompanhe.

Porque a John Deere expandiu seu centro de distribuição?

Para resolver a situação atual, mais o crescimento futuro, tínhamos de expandir, não tínhamos alternativa. A nossa divisão agrícola é antiga. Mas, nesse meio tempo, veio a linha Construction, que já importava produtos desde 2013 e, em fevereiro do ano passado, abriu duas fábricas no país. E claro que, junto aos produtos, vieram as peças. Então, estamos indo junto com a divisão de construção. Além disso, trouxemos a linha florestal de Barueri (SP). Por isso, a primeira decisão foi expandir aqui. Poderíamos ter feito outro armazém em qualquer outro lugar, mas nosso conceito foi o seguinte: centralizar a distribuição com boa logística, porque as distâncias no Brasil são continentais. Então, foi muito mais uma centralização. Tem de estar bem sintonizado com isso.

E que vantagens isso traz?

Simplifica as conversas. O cliente fala com o concessionário, que fala conosco... E deve haver uns 300 fornecedores da John Deere no Brasil. Imagine isso sem centralização, quantos problemas de gestão acontecem! Centralização da capacidade, aliada com logística, é um diferencial.