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24 de fevereiro de 2011
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Jumbos de Perfuração

Prontos para avançar

Maior volume de obras subterrâneas amplia a demanda de jumbos de perfuração, que estão chegando ao país em modelos de grande capacidade e dotados de tecnologias voltadas à redução de custos e ganhos de produtividade
Por Camila Waddington

Nos últimos dois anos, os fabricantes de jumbos de perfuração têm desfrutado de um novo cenário no mercado brasileiro: as vendas desses equipamentos, antes concentradas nas mineradoras, passaram a ser equilibradas com o aumento da demanda do setor de construção. A Atlas Copco e a Sandvik, os dois maiores fabricantes de jumbos de perfuração com atuação no país, confirmam essa tendência e apontam para o fato de os empreiteiros – ou melhor, as empresas de locação de equipamentos para construção, que concentram a maior frota de jumbos – consumirem modelos de maior porte, com dois ou três braços de perfuração. Na mineração, as máquinas mais utilizadas são as de um ou dois braços.

Armando Bernardes Junior, gerente da linha de produtos para obras subterrâneas da Sandvik, avalia que as construtoras estejam mobilizando atualmente cerca de 50 jumbos de perfuração em obras de túneis no Brasil, todos com valor de aquisição entre 600 mil e 1,5 milhão de euros. “Dessa frota, mais de 15% foi adquirido em 2010, o que mostra o avanço do mercado”, diz ele. “Para 2011, as projeções também são ótimas. Basta avaliarmos os projetos em andamento, como a transposição do rio São Francisco, que necessitará de três jumbos de perfuração, as obras da mineradora LLX e a continuidade da duplicação da BR-101 no Rio Grande do Sul, entre outros”, ele complementa.

Paulo Sérgio Ribeiro, gerente da linha de negócios de escavação subterrânea da Atlas Copco (URE), corrobora essas informações ao projetar que o mercado de construção consumirá entre 20 e 25 jumbos de perfuração em 2011. “Sem contar a mineração, que pode consumir outras 30 ou 40 unidades”, complementa ele, justificando seu otimismo em função dos inúmeros projetos de infraestrutura em andamento, principalmente os rodoviários, de hidrelétricas e PCH’s.

A Toniolo Busnello (TBSA), que se destaca pela especialização em obras de túneis, partilha da visão dos fabricantes. Atualmente, a empresa opera com uma frota de nove jumbos de perfuração de dois braços e outros dois equipamentos de três braços, todos de fabricação da Sandvik (veja quadro na pág. 20). “Sem contar outras três máquinas de três braços de perfuração que adquirimos em consórcio com a Construcap e a Construtora Ferreira Guedes para a realização de obras da transposição do rio São Francisco”, diz Arno Mansueto Busnello, diretor de produção na TBSA.

Segundo ele, o crescimento do mercado vem sendo acompanhando pelo desenvolvimento tecnológico das novas gerações de jumbos de perfuração. Busnello avalia que os equipamentos avançaram tanto na tecnologia de perfuratrizes, que passaram a ter maior velocidade de avanço, quanto na parte mecânica, na qual incorporaram sistemas com melhor absorção de impactos, o que também preserva a vida útil das hastes de perfuração e de outros componentes da máquina.