FECHAR
03 de maio de 2019
Voltar
Usinas de Asfalto

Promessa de evolução

Com produtividade similar a outros modelos, as usinas modulares montadas em contêineres pedem passagem ao favorecer a logística de transporte e a contenção de poeira
Por Santelmo Camilo

Com a proposta de ampliar o cardápio de praticidades para as empresas usuárias, as usinas modulares montadas em contêineres estão chegando ao mercado brasileiro de asfalto. Com o contêiner como parte da estrutura e todos os mecanismos acomodados internamente, esse modelo começa a ser mais conhecido e já tem sido avaliado pelo mercado em termos de versatilidade, praticidade de montagem e transporte. E as ponderações, como veremos, não são unânimes até o momento.

Como cartão de visita, a solução parte do princípio de que o contêiner pode ser acomodado em diferentes combinações e condições de área. Mais que isso, devido à possibilidade de serem montados uns sobre os outros, atuam como elementos estruturantes da máquina. São aspectos relevantes. Na avaliação de Cláudio Britta, diretor técnico da Andrade Britta, as usinas montadas em contêiner ocupam menos espaço justamente por permitirem [a formação de] estruturas em formato vertical. “Além disso, os contêineres fazem contenção de poeira no momento em que esses equipamentos são utilizados, o que facilita, por exemplo, as autorizações para funcionamento por parte de órgãos ambientais”, explica.

Módulos são descentralizados e independentes, reduzindo os custos com transporte

Atualmente, a usina de asfalto da Andrade Brita não é montada em contêiner, mas a empresa optou por enclausurar todo o equipamento para evitar problemas com emissão de poeira. “O contêiner não diferencia na capacidade, nem no aumento ou queda de produtividade da usina”, diz Andrade, contrapondo que hoje mais de 95% das usinas de asfalto no Brasil são abertas. “Isto posto, acredito que esses modelos sejam os equipamentos do futuro, por estarem totalmente enclausurados dentro de contêineres e, dessa forma, em conformidade com as exigências ambientais.”

Embora não produza esse tipo de equipamento, a Romanelli é outra empresa do setor que acredita no futuro de usinas em contêineres. “São mais práticas para transporte e montagens”, opina o diretor da empresa, José Carlos Romanelli. “Em outros países, esses equipamentos têm sido amplamente utilizados por se tratarem de usinas gravimétricas.”

TRANSPORTE

Como se vê, além de atender às exigências ambientais as usinas modulares montadas em contêineres têm o propósito de facilitar o transporte, uma vez que o contêiner é um recipiente padronizado globalmente com dimensões idênticas em qualquer parte do mundo, sem impor dificuldades ao transporte de longas distâncias, seja via terrestre, marítima ou fluvial.