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14 de novembro de 2019
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Perfuratrizes

Produtividade no desmonte

Diferentes concepções tecnológicas buscam aproveitar as diversas forças capazes de auxiliar os equipamentos no meticuloso processo de penetração na rocha
Por Antonio Santomauro

Abrir orifícios para alojar explosivos que desmontarão rochas é um processo usual em vários segmentos da mineração. Com diâmetros variando de duas ou três polegadas – em plantas de britagem, produção de agregados e extração de calcário, por exemplo –, a mais de 13 polegadas – em atividades como mineração de ferro e carvão –, esses orifícios podem ser produzidos com perfuratrizes construídas com diferentes concepções tecnológicas, que buscam aproveitar diversas forças capazes de auxiliar no processo de penetração na rocha.

Atualmente, na abertura de orifícios com diâmetros a partir de 6 polegadas prevalecem dois conceitos de perfuratrizes: as rotativas e as roto-percussivas DTH (sigla da expressão ‘down-the-hole’, ou posicionadas no interior do furo). Essas últimas, como seu nome já indica, combinam a ação de rotação da ferramenta com a percussão feita por um martelo.

Via de regra, como especifica Cristiano Silva, gerente da linha de negócios para equipamentos da Sandvik, furos com maior diâmetro realizados em rochas de menor dureza valem-se do método rotativo, sendo o sistema DTH utilizado nos demais casos – considerando-se a gama dos diâmetros superiores a 6 polegadas. “Mas fatores como litologia do maciço rochoso, abrasividade da rocha, profundidade do furo, presença de água, falhas e fraturas, além de aspectos econômicos, podem interferir na escolha do método”, ele ressalta.

Novidade da Sandvik, a perfuratriz rotativa DR416i é capaz de abrir furos de até 16 polegadas de diâmetro

Para Edvaldo Santos, gerente de negócios da Epiroc, não há possibilidade de se definir previamente, com exatidão, se uma perfuração exigirá equipamentos rotativos ou roto-percussivos. Ele observa, porém, que os rotativos predominam na realização de furos com diâmetros superiores a 9 polegadas, até porque os equipamentos roto-percussivos exigem determinados volumes para potencializar o impacto do martelo. “Na maioria das perfurações de grande diâmetro não há ar a bordo para que um DTH seja tão econômico quanto a perfuração rotativa com broca tricone”, ele pondera.