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17 de outubro de 2015
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Guindastes

Predileção pela agilidade

Como vem ocorrendo com os demais modelos, guindastes AT enfrentam retração da demanda no país, mas permanecem como os mais procurados para obras de difícil acesso

Nos últimos anos, a participação dos guindastes AT (All Terrain) registrou crescimento significativo para alguns fabricantes, principalmente devido à maior aplicação dessa solução em obras de difícil acesso e aos investimentos recentes realizados no setor de energia, um dos campos com maior potencial para o modelo.

A Sany, por exemplo, comercializa guindastes AT com capacidades entre 85 t e 600 t. O modelo com maior demanda é o SAC2200, com capacidade de 220 t e que – segundo a fabricante chinesa – se destaca pelo chassi compacto com cinco eixos, lança principal com 62 m, mais extensão de lança treliçada de 43 m com regulagem hidráulica do ângulo. Diretor comercial da empresa do Brasil, Renê Toledo Porto corrobora o avanço da solução no país. “Se comparados a outros equipamentos, os guindastes AT vêm aumentando a participação, principalmente em função da melhor aplicação em obras de construção civil”, diz ele.

Conceitualmente, o guindaste AT possui finalidades semelhantes às dos RT (Rough Terrain), mas na prática têm aplicações diferentes, como explica o diretor da Sany. “Por serem montados sobre caminhão, os AT podem transitar facilmente por ruas e rodovias sem grandes preocupações”, explica Porto. “Por isso, são equipamentos muito utilizados para locações spot (curta duração) e possuem bom custo-benefício na aquisição.”

GENERALIZAÇÃO

O mesmo acontece com a Manitowoc. De acordo com informações da fabricante, os guindastes AT realmente são os mais procurados da marca no mercado brasileiro, com destaque para os modelos de 100 t e 220 t. E muito dessa predileção está relacionada às características das máquinas, que oferecem versatilidade para nichos ascendentes do mercado. No caso do modelo de 100 t, a altura alcançada é de 85 m, com lança de 60 m de comprimento, enquanto o modelo de 200 t apresenta 108 m de alcance e 68 m de lança.

Como todos os modelos disponibilizados no mercado nacional são importados, esses equipamentos todo terreno permanecem à margem das especificações dos caminhões rodoviários convencionais no que tange à Legislação e limitações do tráfego em rodovias e cidades. “Realmente, ainda não existe uma regulamentação específica para essa categoria no Brasil”, informa o marketing manager da Manitowoc Cranes Latin America, Leandro Nilo de Moura, acrescentando que existem apenas restrições e regulame


Nos últimos anos, a participação dos guindastes AT (All Terrain) registrou crescimento significativo para alguns fabricantes, principalmente devido à maior aplicação dessa solução em obras de difícil acesso e aos investimentos recentes realizados no setor de energia, um dos campos com maior potencial para o modelo.

A Sany, por exemplo, comercializa guindastes AT com capacidades entre 85 t e 600 t. O modelo com maior demanda é o SAC2200, com capacidade de 220 t e que – segundo a fabricante chinesa – se destaca pelo chassi compacto com cinco eixos, lança principal com 62 m, mais extensão de lança treliçada de 43 m com regulagem hidráulica do ângulo. Diretor comercial da empresa do Brasil, Renê Toledo Porto corrobora o avanço da solução no país. “Se comparados a outros equipamentos, os guindastes AT vêm aumentando a participação, principalmente em função da melhor aplicação em obras de construção civil”, diz ele.

Conceitualmente, o guindaste AT possui finalidades semelhantes às dos RT (Rough Terrain), mas na prática têm aplicações diferentes, como explica o diretor da Sany. “Por serem montados sobre caminhão, os AT podem transitar facilmente por ruas e rodovias sem grandes preocupações”, explica Porto. “Por isso, são equipamentos muito utilizados para locações spot (curta duração) e possuem bom custo-benefício na aquisição.”

GENERALIZAÇÃO

O mesmo acontece com a Manitowoc. De acordo com informações da fabricante, os guindastes AT realmente são os mais procurados da marca no mercado brasileiro, com destaque para os modelos de 100 t e 220 t. E muito dessa predileção está relacionada às características das máquinas, que oferecem versatilidade para nichos ascendentes do mercado. No caso do modelo de 100 t, a altura alcançada é de 85 m, com lança de 60 m de comprimento, enquanto o modelo de 200 t apresenta 108 m de alcance e 68 m de lança.

Como todos os modelos disponibilizados no mercado nacional são importados, esses equipamentos todo terreno permanecem à margem das especificações dos caminhões rodoviários convencionais no que tange à Legislação e limitações do tráfego em rodovias e cidades. “Realmente, ainda não existe uma regulamentação específica para essa categoria no Brasil”, informa o marketing manager da Manitowoc Cranes Latin America, Leandro Nilo de Moura, acrescentando que existem apenas restrições e regulamentações de horário, peso, largura e sinalização, que devem ser seguidas, sendo que o equipamento necessita de autorização especial para circular.

A propósito, o gerente da Manitowoc acredita que a atual regulamentação “genérica” não leva em consideração as características dos equipamentos: “Devido ao seu sistema de controle de suspensão, os guindastes AT possuem distribuição específica de peso entre os eixos, que é equilibrada e constantemente corrigida”, explica. “E isso vai ao encontro dos objetivos da regulamentação, que é preservar as estradas”.

COMPARATIVO

Mas até para os AT os tempos são desafiadores. Moura confirma que, para a Manitowoc, o avanço comercial desses modelos vinha em um crescendo acima da média nos últimos anos. No entanto, diz ele, atualmente têm acompanhado a demanda de outros segmentos no país, “que infelizmente estão recuando”. Destaque-se que os equipamentos são tecnologicamente mais modernos, mas também apresentam custo mais elevado devido à tecnologia embarcada, desmotivando o investimento por parte de players de menor porte.

Aliás, segundo o especialista, o único setor que não teve redução nos últimos tempos foi o de Tower Cranes (TC), ou guindastes de torre, também conhecidos como “gruas”. Já o RT (Rough Terrain, para terrenos acidentados), assim como o AT, sofreu uma queda acentuada de comercialização no último ano, acima de 50% no mercado como um todo.

Especificamente em relação ao RT, mesmo a possibilidade de aquisição via Finame não foi suficiente para atrair a demanda de acordo com o potencial do país. No entanto, a participação de mercado da empresa norte-americana nesse segmento continua forte, pois o modelo é produzido no Brasil – na fábrica de Passo Fundo (RS) – e também dispõe de centros de serviço e atendimento espalhados por todo o território nacional, o que evidentemente aumenta a competitividade da marca. Nesse range de produtos, a linha GMK da Manitowoc compreende desde modelos de 40 t de carga máxima (GMK2035E), com 29 m de comprimento de lança e alcance máximo de 46 m, a opções com 450 t (GMK7450), com 60 m de lança e alcance de 137 m, incluindo 13 modelos intermediários.

Entretanto, a empresa acredita que no médio prazo todos os modelos tendem a se recuperar, acompanhando a retomada da economia. Porém, isso ainda deve levar um tempo. “Estamos de olho atento”, diz o porta-voz da Manitowoc.

INTERPRETAÇÃO

No exterior, há adaptações que aumentam a atratividade dos modelos AT. Mas, em função do complicado processo de importação praticado no Brasil, algumas dessas soluções disponibilizadas no exterior – como a grua torre de montagem rápida sobre chassi de guindaste AT – ainda são pouco conhecidas por aqui.

O mesmo se aplica a modelos específicos que permanecem inéditos no país. Um bom exemplo disso é o modelo GTK1100 – que basicamente consiste em um transportador com rodas e uma lança telescópica oscilante, ambos conectados por um mastro de seis seções de 80,7 m –, um equipamento apropriado principalmente para a montagem de torres eólicas.

No entanto, como existe a possibilidade de a estrutura ser erroneamente interpretada como linha de eixo, o modelo pode sofrer impacto no seu preço. Em resumo, para Moura, “esse é um produto que os engenheiros brasileiros provavelmente já viram e o consideraram interessante, mas que por ser complicado de trazer para o país acaba entrando na categoria de produto pouco conhecido nacionalmente”.

Segundo ele, os órgãos nacionais não analisam os produtos que têm potencial para serem vendidos no Brasil e, muitas vezes, a fiscalização adota uma interpretação incorreta. Isso acaba gerando um problema para os fabricantes e o próprio setor, pois, segundo Moura, “a empresa poderia disponibilizar para o mercado nacional um produto que melhoraria a produtividade das obras e projetos”.

Confira comparativo entre modelos

Do alto de suas torres e lanças, os guindastes são equipamentos essenciais às atividades de construção civil, com aplicações diversas em içamento de cargas de grandes dimensões e peso. Mas, como escolher o melhor produto? Alguns modelos disponíveis no mercado apresentam características próprias e comportamentos específicos, dependendo do segmento e do tipo de aplicação a que se destinam. Confira no quadro.