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10 de setembro de 2018
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Fórum de Infraestrutura – Grandes Construções

Por um projeto de nação

Para tirar o país da crise, o próximo presidente terá de enfrentar desafios como garantir a governabilidade e realizar os ajustes econômicos necessários para o crescimento
Por Mariuza Rodrigues

Às vésperas das eleições presidenciais de 2018, após um dramático processo de impeachment, o Brasil vive em meio a um de seus maiores desafios históricos: a necessidade de erigir um projeto de nação que dê rumo para a sua reconstrução e anuncie novos (e melhores) tempos aos seus cidadãos.

Para Kennedy Alencar, momento histórico de transição exige capacidade de mediação

As eleições são consideradas um ponto de partida crucial para a busca de um novo caminho. Como fazer essa travessia, em um mar de grande turbulência causado por fatores como a profunda polarização ideológica, o processo da Operação Lava Jato, a desarticulação de partidos e empresas, a crise econômica que extinguiu 13 milhões de empregos e os investimentos em infraestrutura que de uma hora para outra viraram pó, sem falar do cenário de guerra comercial que já começa a afetar também o Brasil?

Para debater o assunto, o Fórum de Infraestrutura – promovido revista Grandes Construções no dia 9 de agosto, em São Paulo – reuniu os jornalistas Kennedy Alencar e Denise Campos de Toledo e o presidente da Brasinfra (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura), Emir Cadar. Confira a seguir os principais pontos da análise traçada pelos especialistas.


"MÁGICA POLÍTICA"

O jornalista Kennedy Alencar tem uma trajetória de vida que o influenciou em sua carreira profissional e na forma como vê a vida. “Antes de ir para o Kosovo em 1999 e para o Afeganistão em 2001, ainda jovem, imaginava que tinha muitos problemas na minha vida”, contou. “Quando voltei dessas coberturas, descobri que 90% do que eu imaginava serem problemas simplesmente não existiam e que os outros 10% eram perfeitamente administráveis.”

Sob tal perspectiva, o jornalista acredita que o país vive uma das mais agudas crises da sua história republicana, mas rejeita a ideia de que seja a mais grave. “Sempre tendemos a superdimensionar os fatos e a carregar nas tintas em relação às experiências que estamos vivendo a quente”, destacou. “Mas não tenho dúvidas de que estamos presenciando um momento histórico de transição no país.”

O jornalista observa que, desde a delação da JBS, o presidente Michel Temer passou a se dedicar a uma agenda de sobrevivência política e que se lamenta por acreditar que poderia ter feito outro governo, comparável ao do ex-presidente Itamar Franco, entre 1992 e 1995. “Agora, do ponto de vista judicial, ele se prepara para viver um calvário semelhante ao de Lula”, disparou.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral