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16 de dezembro de 2016
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Cenário

Ponto de inflexão

Enfatizando a consolidação da eletrificação, Congresso do Comitê Europeu para Equipamentos de Construção vê perspectivas positivas para o mercado global até 2020
Por Marcelo Januário (Editor)

Realizado no final do ano em Praga, na República Tcheca, o Congresso CECE (Commitee for European Construction Equipment) traçou as perspectivas do setor de máquinas e equipamentos em âmbito global até 2020, além de evidenciar as tendências tecnológicas que ditarão os rumos da indústria nos próximos anos.

Sob a ótica  econômica e de mercado, o diretor da Off-Highway Research, David Phillips, apresentou uma análise dos fatores que impactam a atividade na atualidade, levando a transformações de fundo da própria estrutura da indústria global de equipamentos. Neste rol, o especialista enfatizou que as previsões de mercado refletem necessariamente mudanças conjunturais e eventos geopolíticos inesperados, fazendo com que o setor permaneça sensível a oscilações ao redor do globo. “Tais transformações são decorrentes de transições de governo, crises econômicas, ondas de refugiados, instabilidade das commodities e volubilidade da indústria do petróleo”, afirmou. “Mas também interferem as flutuações de câmbio, a inflação reincidente em muitos países, o impacto do Brexit e outros fatores singulares, que criam um quadro complexo para os fabricantes.”

PREVISÕES

Apesar disso, as previsões até 2020 indicam aumento nas vendas nas principais regiões consumidoras de máquinas pesadas, com melhor desempenho da América do Norte, enquanto ocorre estabilização nos demais mercados continentais. No geral, o mercado global entra em um novo período de crescimento nas vendas (em unidades), como explica o especialista. “Após atingir o pico de mais de 1 milhão de unidades comercializadas em um único ano – em 2011, com média um pouco acima de 863 mil unidades entre 2011 e 2015 –, foram anos de queda contínua nas vendas globais da indústria”, pontuou Phillips. “A partir de 2017, a tendência se inverte, com crescimento da média anual para quase 727 mil unidades, mas ainda sem retornar ao nível anterior de crescimento.”

Em números brutos, isso significa que, pelas previsões da Off-Highway Research, o mercado em 2020 movimentará o mesmo volume anual registrado em 2005, em um nítido comportamento cíclico de queda e recuperação com intervalos de uma década, nem sempre com o mesmo ritmo de recuperação.

Na Europa, foco estratégico do evento, a previsão é de um tímido crescimento do mercado, mantendo uma média de 132.322 unidades no período que vai deste ano até 2020. O destaque global continua com a Índia, que – pelas projeções – inicia um ciclo de cinco anos de crescimento consistente. “A Índia deve chegar a 2020 com um mercado de 60 mil unidades, em um recorde histórico de vendas”, disse Phillips, referindo-se ainda à média de 52 mil unidades que podem ser comercializadas naquele país no período 2017-2020.