FECHAR
FECHAR
19 de março de 2014
Voltar
Fora de Estrada

Pesados na área

Fabricantes de caminhões OTR apostam nos grandes projetos de infraestrutura para alavancar o mercado, que se mantém na média da Linha Amarela de construção
Por Camila Waddington

O cenário é promissor para os caminhões fora de estrada no Brasil. Em 2013, o Estudo Sobratema do Mercado de Equipamentos mapeou a venda de 280 veículos da categoria. O volume é 12% superior às 250 unidades vendidas no ano anterior, o que coloca essa classe de equipamentos na média do crescimento anual da Linha Amarela, que foi de 13%. Para os fabricantes ouvidos pela M&T, o desempenho ainda é acanhado, mas a expectativa é de um crescimento sustentado nos próximos anos, principalmente pelo potencial de demanda trazido pelo mercado de infraestrutura.

A Volvo CE, por exemplo, aponta que já há um aumento expressivo na procura por articulados, fator que pode ser atribuído a uma mudança de cultura dos clientes de mineração e construção, principalmente por conta da maior visibilidade nos projetos de infraestrutura. Segundo Agnaldo Silva, gerente comercial da Volvo Construction Equipment Latin America, que oferece modelos de até 40 t, o consumidor nacional é pautado por exemplos práticos e esse tipo de caminhão tem um histórico de trabalho em obras afastadas e de difícil acesso. “Antes, muitas operações utilizavam modelos rígidos e até mesmo rodoviários, concentrando a demanda dos articulados na mineração subterrânea, um segmento que exige menor raio de curvatura por conta dos espaços reduzidos nas operações”, explica.

A Caterpillar – que também vê as obras de infraestrutura como impulsionadoras essenciais para esse mercado – cita os exemplos das usinas hidrelétricas de Belo Monte (PA) e Jirau (RO). “A primeira, principalmente, tem sido um exemplo de sucesso da utilização de caminhões fora de estrada em projetos de construção pesada”, afirma Othon Diógenes, gerente geral de mineração para a América Latina da fabricante.

LEQUE

No Brasil, Silva afirma que os modelos mais requisitados são os das classes de 30 t e 40 t. O primeiro é demandado principalmente em projetos de construção e mineração subterrânea, ao passo que o segundo é mais utilizado em mineração de grande escala e grandes obras de infraestrutura.

Já para Diógenes, seguramente os modelos fora de estrada são mais apropriados à mineração, apresentando menor custo por tonelada produzida e melhor retorno sobre o investimento realizado. “Apesar disso, algumas mineradoras de pequeno porte ainda optam por outros tipos de caminhões, como os rodoviários”, diz ele.