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04 de julho de 2012
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Guindastes

Perfil das obras estimula desenvolvimentos da indústria

Impulsionado pelos investimentos em geração eólica e no setor de óleo e gás, o mercado de guindastes se mantém aquecido e atrai novos competidores, inclusive para a produção local de um modelo cada vez mais utilizado nos canteiros: o RT

Uma análise mais detalhada do estudo realizado pela Sobratema, que aponta investimentos de R$ 1,35 trilhão em construção e infraestrutura no país, entre 2011 e 2016, revela um cenário promissor para o segmento de guindastes. Segundo esse levantamento, que abrange desde os projetos de energia, transporte, saneamento e mobilidade urbana, até obras em hotelaria, indústrias e arenas esportivas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o mercado de guindastes deverá ser um dos mais beneficiados por essa carteira de obras.

Ao se debruçar sobre esse estudo, o empresário Giancarlo Rigon, da locadora de guindastes BSM Engenharia, constata que embora apenas 1,9% dos projetos listados (189 obras) sejam caracterizados pelo uso intensivo de guindastes, eles respondem por quase 44% dos investimentos previstos. “Isso se deve ao fato de que tais projetos estão concentrados da área de óleo e gás, que apresenta alto investimento em cada empreendimento”, ele pondera. Nessa área, o estudo aponta 30 expansões de refinarias e dez de petroquímicas, além da construção de 26 plataformas de exploração e produção.

Devido a essa característica, a maior parte da frota brasileira de guindastes se concentra atualmente nos estados litorâneos, mais urbanizados e onde está localizada a produção nacional de petróleo (off-shore), com destaque para o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Espírito Santo, Maranhão, Bahia e Ceará. Rigon destaca ainda outros segmentos da construção com impacto na demanda de guindastes, como as obras de arenas esportivas – que utilizam muitos guindastes de torre – de geração de energia eólica e estaleiros (veja quadro na pág.52). “Por esse motivo, as oportunidades nesse mercado são muito promissoras”, ele avalia.

Rigon destaca que nos últimos cinco anos, as vendas de equipamentos de elevação de carga – incluindo desde guindastes de torre até os modelos móveis e manipuladores telescópicos – cresceu 219% no país. “No segmento de guindastes hidráulicos sobre chassi de caminhão, mais utilizados em obras civis, quase 100% da frota tem até cinco anos de vida útil, o que revela os fortes investimentos realizados pelas locadoras e construtoras.” Ele ressalta que a competitividade dos modelos chineses, que ocuparam totalmente esse segmento do mercado, também contribuiu para essa renovação.

Perfil da frota

Segundo um estudo sobre a frota de equipamentos em operação nos canteiros de obras do país, produzida pela Sobratema, 85,3% dos guindastes hidráulicos sobre caminhão existentes no Brasil têm capacidade de carga de até 100 t. No segmento de guindastes treliçados sobre esteiras, que também passou por uma renovação, embora em ritmo menor, o levantamento aponta que 75,8% das unidades em operação tem mais de 200 t de capacidade de carga. “Também observamos essa tendência de renovação da frota no caso das gruas, inclusive com a saída de operação de alguns equipamentos mais antigos”, completa Rigon.