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03 de maio de 2019
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Pulverizadores

Para uma safra mais protegida

Dedicados à aplicação de fertilizantes e defensivos, pulverizadores ganham mais tecnologia para uma utilização precisa e segura em diversas culturas do agronegócio

Plantas daninhas, pragas e doenças são alguns dos desafios enfrentados pelos agricultores quando o assunto é garantir a produtividade da lavoura. Outro desafio considerável é o uso correto de nutrientes nas plantas, que colaboram para uma boa safra.

Segundo Rafael Arcuri, coordenador de treinamento da Jacto, a proteção da lavoura contra pragas e a disponibilização de nutrientes para as plantas estão entre as principais práticas para assegurar a produtividade no campo. E para garantir que os produtos utilizados atinjam o alvo desejado, é recomendado o uso de um bom pulverizador agrícola. “Pulverizar significa distribuir uma substância líquida em pequenas partículas, na quantidade correta e nos locais desejados”, define. “Em agricultura, a pulverização geralmente é utilizada para distribuir produtos agroquímicos, nutrientes ou fertilizantes, além de fungicidas, pesticidas, herbicidas e dessecantes, protegendo a plantação de insetos, pragas e doenças e deixando a lavoura pronta para a colheita.”

E para garantir o uso assertivo dos pulverizadores, a tecnologia aparece como grande aliada dos produtores. Máquinas inteligentes e modernas são capazes de medir, calibrar, gerenciar e melhorar a aplicação, evitando sobreposições, desperdícios de insumos, atrasos na aplicação – que muitas vezes provocam perdas significativas na lavoura – e custos excessivos com combustível. “Somente por meio da agricultura de precisão o agricultor consegue melhorar a rentabilidade de forma sustentável, aplicando o elemento certo, na medida, lugar e tempo corretos”, diz o gerente de marketing de produto da John Deere Brasil, Fábio Dotto.

De acordo com ele, os pulverizadores são utilizados por produtores de todas as principais culturas agrícolas desenvolvidas no país, constituindo um ponto fundamental para o bom andamento produtivo e, também, para o combate de pragas e doenças. “A utilização deste maquinário para estes fins é mais efetiva quando comparada a outros métodos de aplicação de defensivos e fertilizantes”, acresce o especialista.

Segundo Fernando Petroli, supervisor de mark


Plantas daninhas, pragas e doenças são alguns dos desafios enfrentados pelos agricultores quando o assunto é garantir a produtividade da lavoura. Outro desafio considerável é o uso correto de nutrientes nas plantas, que colaboram para uma boa safra.

Segundo Rafael Arcuri, coordenador de treinamento da Jacto, a proteção da lavoura contra pragas e a disponibilização de nutrientes para as plantas estão entre as principais práticas para assegurar a produtividade no campo. E para garantir que os produtos utilizados atinjam o alvo desejado, é recomendado o uso de um bom pulverizador agrícola. “Pulverizar significa distribuir uma substância líquida em pequenas partículas, na quantidade correta e nos locais desejados”, define. “Em agricultura, a pulverização geralmente é utilizada para distribuir produtos agroquímicos, nutrientes ou fertilizantes, além de fungicidas, pesticidas, herbicidas e dessecantes, protegendo a plantação de insetos, pragas e doenças e deixando a lavoura pronta para a colheita.”

E para garantir o uso assertivo dos pulverizadores, a tecnologia aparece como grande aliada dos produtores. Máquinas inteligentes e modernas são capazes de medir, calibrar, gerenciar e melhorar a aplicação, evitando sobreposições, desperdícios de insumos, atrasos na aplicação – que muitas vezes provocam perdas significativas na lavoura – e custos excessivos com combustível. “Somente por meio da agricultura de precisão o agricultor consegue melhorar a rentabilidade de forma sustentável, aplicando o elemento certo, na medida, lugar e tempo corretos”, diz o gerente de marketing de produto da John Deere Brasil, Fábio Dotto.

De acordo com ele, os pulverizadores são utilizados por produtores de todas as principais culturas agrícolas desenvolvidas no país, constituindo um ponto fundamental para o bom andamento produtivo e, também, para o combate de pragas e doenças. “A utilização deste maquinário para estes fins é mais efetiva quando comparada a outros métodos de aplicação de defensivos e fertilizantes”, acresce o especialista.

Pulverizadores são utilizados nas principais culturas agrícolas desenvolvidas no país

Segundo Fernando Petroli, supervisor de marketing de produto da AGCO para a linha Massey Ferguson, são diversas as variáveis técnicas que garantem um melhor desempenho e uniformidade na aplicação. No que se refere à máquina, especificamente, alguns fatores que contribuem para maior eficiência na aplicação de insumos incluem, por exemplo, alta capacidade de tração em rampas, chassi flexível para maior versatilidade, piloto automático com precisão centimétrica e controlador de pulverização, além de um bom conjunto de quadro e barras. “Agronomicamente falando, também é importante uma boa escolha das pontas de pulverização – levando-se em consideração o produto a ser aplicado e a quantidade de litros por hectare – e análises de temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento”, recomenda.

TECNOLOGIA

Para os fabricantes, o segmento também representa uma oportunidade de mercado. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), atualmente o volume anual de pulverizadores comercializados no Brasil gira na faixa de 1.500 a 2.000 máquinas.

Segundo Willian Ferronato, especialista de marketing de produto da Case IH, o equipamento é a máquina que mais trabalha em uma propriedade agrícola, chegando a entrar na lavoura de seis a 20 vezes (no caso de soja e algodão). “Olhando para uma estratégia de longo prazo, o Brasil está aumentando a sua área de produção e, por isso, necessita cada vez mais de equipamentos com tecnologia de ponta e capacidade operacional”, afirma Ferronato.

Variáveis técnicas do equipamento garantem desempenho e uniformidade na aplicação

Nesse sentido, a tendência é que a tecnologia esteja cada vez mais presente nesses equipamentos. Até por uma questão de precisão e rentabilidade. Hoje, o custo de fertilizantes e agroquímicos no Brasil é responsável pela maior parte dos custos de produção de uma lavoura, implicando diretamente no lucro do produtor.

Além disso, fatores ambientais e de saúde dos operadores também demandam uma tecnologia embarcada de maior sofisticação, permitindo que o produto atinja o alvo de forma mais rápida e eficaz, sem reduzir a produtividade. “Hoje, a tecnologia é a grande aliada do agricultor quando o assunto é melhorar o desempenho e a uniformidade na aplicação de insumos”, reafirma Dotto, da John Deere.

Até por isso, diz ele, o Centro de Operações da fabricante conta com uma plataforma online que integra todos os dados da máquina, tanto de operação como agronômicos, sendo assim possível evitar sobreposição de insumos na pulverização quase instantaneamente, garantindo a assertividade na aplicação do insumo. “Dessa forma, o produtor consegue gerenciar toda a operação de aplicação em tempo real, identificando qualquer possível necessidade de ajuste no maquinário”, completa o executivo, destacando ainda que as soluções da empresa em agricultura de precisão permitem inclusive identificar focos de infestação e monitorar o desenvolvimento da planta.

PORTFÓLIO

Atualmente, a John Deere oferece dois modelos de pulverizadores autopropelidos no Brasil. Segundo Dotto, o pulverizador 4630 possui barra de 24 ou 27 m e motor de 165 cv de potência que, aliado à transmissão hidrostática, faz com que a máquina obtenha bom desempenho. “Voltado para campos menores, esse modelo sai de fábrica com piloto automático AutoTrac e controlador de seções das barras Swath Control, que otimiza a eficiência da máquina”, informa Dotto.

O outro modelo é o pulverizador 4730, com tanque de solução com capacidade de 3.028 l, barra de pulverização de 30 ou 36 m e sistema automático de sensores que controlam a altura da barra de pulverização (BoomTrac Pro), o que permite aumentar a precisão e a eficiência da aplicação por manter a altura da barra acima da cultura. “Com motor de 245 cv de potência, esse modelo pode ser aplicado em terrenos e condições mais difíceis”, indica.

Na Jacto, de acordo com Paulo Guirao, gerente de produtos da linha de pulverizadores e adubadoras automotrizes da marca, a evolução das tecnologias de aplicação (incluindo bicos, sistemas e controladores automáticos, entre outras), além de soluções integradas na estrutura do veículo (como altura de barras, vão livre, ajuste de bitola, cabine, motores e pneus), contribuem para diminuir o desperdício, aumentar a produtividade na mesma área de cultivo e, como corolário, reduzir os custos de operação.

No portfólio da empresa destaca-se o modelo Uniport 4530. Considerado o maior pulverizador automotriz da categoria no Brasil, possui tanque de 4.500 l e barras de 36 m, podendo pulverizar até 80 ha/h. “A máquina possui motor eletrônico com 243 cv, transmissão hidrostática inteligente 4x4 com controle de tração independente e suspensão pneumática”, detalha Guirao.

Aplicação de fertilizantes e agroquímicos responde pela maior parte dos custos de produção em uma lavoura

O equipamento conta ainda com um sistema direcional nas quatro rodas, denominado Unitrack. Segundo o especialista, ele permite manobras mais rápidas e precisas com menor raio de giro, além de reduzir o amassamento na manobra em até 40%. De acordo com Guirao, por não possuir medidor de vazão nem comando de pulverização, o controle do volume de aplicação é realizado diretamente na bomba de pistões JP 300, que passa a atuar como medidor de vazão. “A altura de trabalho das barras de 2,75 m, em conjunto com o vão livre ajustável de 1,55 a 1,75 m, permite que a máquina pulverize culturas de grande porte em final de ciclo, tornando-a mais disponível”, aponta.

Além desse produto, no ano passado a empresa apresentou na Agrishow o modelo Uniport 4530, um protótipo híbrido com 42 m de barra que integra a durabilidade e baixo custo do aço à leveza e resistência da fibra de carbono. “Essas características resultam no desenvolvimento de barras de grande porte, resistentes e de menor custo”, acentua Guirao. “Com esta barra, a máquina pode obter um rendimento operacional de até 90 ha/h, sendo 12,5% maior se comparado às barras de 36 m. Já o índice de amassamento é 14% menor, se comparado às barras de 36 m.”

Aliás, o tamanho das barras é um fator que interfere diretamente na operação do pulverizador, pois quanto maiores elas forem, maior será o rendimento. “Além de aumentar a produtividade, o tamanho maior das barras também reduz a perda por amassamento, pois o pulverizador tem de passar menos vezes na mesma área”, comenta o especialista.

A Jacto conta também com pulverizadores tratorizados, como o Condor 800 AM 18. “Com barras de 18 m de acionamento hidráulico, o equipamento promete alta capacidade operacional, sendo 17% mais rápido no mesmo tempo de cobertura da área de atuação, além de reduzir as perdas de amassamento dos cultivos em até 22%”, pontua Guirao.

OPÇÕES

Mas o produtor conta com outras opções no mercado nacional. Os pulverizadores da Case IH, por exemplo, têm como principal característica o sistema PWM, que garante estabilidade da vazão e pressão constante ao sistema de pulverização. Denominada Patriot, a linha de pulverizadores da marca é apresentada em duas versões. O modelo Patriot 250 Extreme traz motor FPT de 177 cv, tanque de 2.500 l de calda, 24 e barras de 27 m com nove seções. Já o Patriot 350 oferece motor FPT de 250 cv, tanque de 3.500 l de calda e barras de 27 e 30 m, também com nove seções e autoboom. “Essas máquinas são equipadas com um novo sistema de baixa vazão (low rate), que permite ao produtor realizar tarefas com mais rendimento operacional e menor custo de produção”, diz Willian Ferronato, especialista de marketing de produto da fabricante.

Avanços na qualidade de aplicação vão ao encontro das exigências ambientais atuais

Já a Massey Ferguson lançou no ano passado o modelo MF 8125, um pulverizador com 170 cv de potência e tanque de 2.500 l, além de piloto automático e fechamento automático das seções de pulverização standard. Segundo Fernando Petroli, supervisor de marketing de produto da AGCO, a máquina oferece mais segurança, conforto operacional e, graças ao controlador de pulverização, melhor controle e qualidade na aplicação, evitando desperdício de defensivos e diminuindo o impacto ambiental. “Ela traz ainda opcionais como telemetria, sensor automático de altura de barras e piloto automático com precisão centimétrica”, complementa.

Além desse lançamento, a marca conta com o pulverizador MF 9130 Plus, equipado com motor eletrônico iEGR (Sistema de Recirculação de Gases de Escape Interno) de 200 cv, que promete facilitar o controle de operação e manutenção, permitindo assim maior disponibilidade para o trabalho no campo. “Com tanque de 3.000 l, o equipamento possui chassi flexível, tração 4x4, piloto automático, telemetria, tubulação de pulverização em aço inoxidável e vão livre de 1,65 m, sendo considerado um dos maiores do segmento”, destaca Petroli.

Saiba mais:

Case IH: www.caseih.com/latam/pt-br/home

Jacto: www.jacto.com.br/brasil

Massey Ferguson: www.masseyferguson.com.br