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05 de junho de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos / Operações a distância

Também no Brasil já começa a haver uma maior automatização do trabalho, superando um persistente cenário arcaico na demolição

DEMOLIÇÃO

Uma das alternativas para operações de demolição e desmonte de rochas em locais de risco elevado para o trabalho humano é o uso de robôs operados por controle remoto. Trata-se de um equipamento elétrico, compacto e potente, que mantém os controladores longe das áreas de risco, podendo acessar locais confinados onde geralmente o trabalho é feito com marteletes manuais.

De acordo com o consultor técnico da Husqvarna Construção, Robson Lima, o robô DXR pode aumentar a capacidade produtiva, com mais precisão e melhor acabamento que 22 operadores trabalhando com marteletes pneumáticos. “O trabalho manual foi e ainda é muito evidente nas obras, principalmente no Brasil”, explica. “Os métodos ainda são muito arcaicos, se compararmos com os praticados nos EUA ou na Europa, onde há algum tempo já não se utilizam mais ferramentas pra quebrar paredes.”

Contudo, atualmente já há serviços especializados em diferentes segmentos no Brasil, realizando demolição controlada e preparação de pisos por meio de processos mais inteligentes, cada dia mais disseminados. “Já temos muitos desses equipamentos e insumos disponíveis em revendas e locadoras, mostrando que a tecnologia está cada vez mais próxima até mesmo do consumidor final”, diz Lima. “No futuro, isso tende a aumentar e transformar a cultura nos processos construtivos.”

Em todo o mundo, as restrições e exigências legais estão evoluindo nos canteiros de obras. Cada vez mais, as construtoras são pressionadas por legislações trabalhistas, ambientais e de segurança, além de normatizações técnicas. Por isso, passou-se a solicitar equipamentos com melhor desempenho e segurança a locadores e prestadores de serviço.

Para Lima, no Brasil a melhora no processo só ocorre de forma reativa, ou seja, quando uma empresa perde muito capital nas paradas de manutenção ou quando algum funcionário se acidenta. Nesse sentido, ele acredita que quanto mais essas soluções forem disseminadas, mais demanda haverá para esse tipo de serviço. “Quando o operador é visto como prioridade, a tecnologia remota ganha espaço no mercado”, ele avalia.

MINERAÇÃO

Em mineração, os engenheiros de produção também encontraram nas tecnologias de autonomia uma alternativa para reduzir o risco e aumentar produtividade nas operações. Há cerca de dez anos, quando Silvio Gateli, da Madal Palfinger, começou a fazer visitas em algumas mineradoras de regiões como Minas Gerais, Pará e Espírito Santo, ele começou a mapear os principais problemas ocorridos nas frotas com guindautos e descobriu que a maioria dos acidentes acontecia devido a tombamentos.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral