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20 de setembro de 2019
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Financiamento

Opções para a renovação da frota

Com maior restrição ao crédito do BNDES, instrumentos financeiros avançam no segmento de bens de capital por meio de instituições comerciais, bancos de fábrica e agências de fomento
Por Marcelo Januário (Editor)

Especificamente no que se refere ao mercado de bens de capital para uso na construção e na mineração, a desinformação sobre o acesso a linhas de financiamento – seja de bancos públicos ou privados – é outra dificuldade que se antepõe ao eventual tomador de crédito, que já sofre com as limitações – e exigências – trazidas pela crise econômica ao sistema financeiro nacional, como vimos nas páginas anteriores.

De acordo com o já citado estudo da Fiesp sobre o acesso ao crédito do BNDES – ainda a principal fonte de captação de recursos para as empresas, com o Finame à frente –, “as empresas que pretendem obter crédito (...) precisam enfrentar diversos obstáculos e tentativas de restrição ao crédito, tanto antes da aprovação quanto depois, na fase de operacionalização do crédito”, endossa o documento, que é assinado pelo diretor do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da entidade, José Ricardo Roriz Coelho.

É neste quadro que despontam no país as alternativas de crédito, aumentando a oferta de produtos direcionados a este mercado por agentes financeiros. Hoje, essas opções passam por bancos de fábrica, instituições comerciais, operadoras e agências de fomento, dentre outras, que não perdem o setor de vista pelo imenso potencial – devido ao alto valor agregado movimentado em bens, insumos e serviços para capital de giro ou investimento – que ele representa para a alocação de recursos. “Com o final da operação de Finame TJLP (que apresentava variação trimestral da taxa), dando lugar ao Finame TLP (que possui indexador flutuante, com variação mensal), o BNDES vem balizando suas linhas de financiamento com a atual realidade de mercado”, avalia Wagner Venâncio, gerente comercial do Banco CNH Industrial para o segmento de construção.

“Em contrapartida, os bancos comerciais e de fábrica vêm ocupando este espaço, oferecendo taxas mais atrativas e tornando viável a renovação de frota do país.”