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14 de fevereiro de 2017
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Pontes Rolantes

Obsolescência em revisão

Regidos por uma norma de 1984, fabricantes se preparam para chegar perto dos parâmetros aplicados em mercados mais avançados em tecnologia e segurança
Por Camila Waddington

Segmento bastante específico da indústria de guindastes, o mercado de pontes rolantes tem como principal característica a versatilidade. Isso porque estes equipamentos atendem a um sem-número de operações, em diversas áreas, desde a mineração, passando pela indústria papeleira, até a automotiva.

Mais que isso, as pontes rolantes estão virtualmente em todas as fábricas do mundo, em maior ou menor escala, sendo que a segurança é um fator sempre em pauta. Embora os modelos mais modernos tenham a maior parte de seus controles automatizados, o fator humano ainda é uma preocupação constante. Não apenas pela integridade física, mas também pela escolha correta do equipamento que, afinal, depende de pessoas nem sempre conhecedoras dos parâmetros técnicos necessários para definir o equipamento correto para tal ou qual aplicação. “As pontes rolantes são como Legos, montamos com os componentes seriados, mas cada configuração é única, customizada para determinado cliente”, elucida Samuel Caparrotti, gerente de vendas da Demag.

As regras de segurança para os operadores das pontes rolantes, no entanto, são amplamente conhecidas. Congregadas na Norma Regulamentadora no 11, publicada originalmente em 1978 pelo Ministério do Emprego e Trabalho, elas regem a “operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras” enquadradas em atividades diversas, como transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais.

Sendo a ponte rolante uma máquina transportadora, evidentemente também demanda cuidados específicos com componentes, incluindo inspeção frequente de cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos, além de peças soltas que podem ocasionar sérios acidentes. “Portanto, a manutenção em pontes rolantes, tanto com ações corretivas quanto preventivas, é imprescindível para garantir a resistência, segurança e conservação deste tipo equipamento em perfeitas condições de trabalho”, versa a NR-11.

REPAGINAÇÃO

A NBR-8400, por sua vez, “fixa as diretrizes básicas para o cálculo das partes estruturais e componentes mecânicos dos equipamentos de levantamento e movimentação de cargas, independentemente do grau de complexidade ou do tipo de serviço do equipamento”. Ou seja, a norma determina as demandas de cada operação e as condições de resistência dos diversos componentes do equipamento em relação às solicitações consideradas. É justamente esta regulamentação que, segundo Caparrotti, encontra-se atualmente em revisão. “A norma já tem mais de 20 anos e, por isso, está muito defasada”, diz ele. “Mas a nova já deve estar disponível até meados de 2017.”