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27 de outubro de 2011
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Construção Portuária

Obras avançam no maior empreendimento privado do país

Com a conclusão da terraplanagem, construtora inicia a execução do cais do terminal da Empraport, localizado no Complexo Portuário de Santos (SP)
Por Camila Waddington

A expansão portuária no Brasil não se limita aos projetos públicos, como os terminais de Pecém (CE) e Suape (PE). A necessidade de expansão da capacidade de escoamento das exportações também tem incentivado empreendimentos privados de grande porte no país. Esse é o caso do terminal da Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários), localizado à margem esquerda do Porto de Santos, cuja implantação exigirá investimentos totais de R$ 2,3 bilhões.

Projetado para a movimentação anual de 2 milhões de TEUs – unidade equivalente a um contêiner de 20 pés – e 2 bilhões de litros de etanol, o terminal está sendo implantado em etapas e ainda não tem data para atingir a fase de plena operação. De acordo com a Embraport, atualmente se trata do maior investimento privado no setor portuário brasileiro. “São duas fases de obras, sendo que a primeira delas encerra em outubro de 2013 e envolve a construção de dois berços para atracação de navios de grande porte”, diz Giorgio Bullaty, gerente de produção da Odebrecht Infraestrutura, responsável pelas obras.

Essa etapa contará inicialmente com 650 m de caís, que atingirá a extensão total de 1.100 m quando a obra estiver completa. Bullaty explica que ainda em 2012, mesmo antes de finalizar a primeira etapa do empreendimento, o terminal entrará em operação com um berço de atracação para navios de grande porte. “Até lá, teremos concluído o calado de 16 m de profundidade e, com o apoio de 650 m de cais e uma boa área de estocagem de contêineres, o terminal poderá iniciar a operação”, diz ele.

Dragagens do canal

A preparação do calado é uma das etapas mais complexas da obra do terminal da Embraport. Além de envolver a dragagem de aprofundamento do canal até 16 m, definida em projeto, essa fase contempla sua dragagem superficial, para tratamento da poluição das águas naquela região. Essa situação é uma herança dos anos de exploração industrial sem controle da cidade de Cubatão, que fica junto à costa do terminal portuário.

A operação de limpeza vem sendo realizada por uma draga de pequeno porte, do tipo de corte e sucção, com capacidade para dragar até 1,5 mil m3/h. O material dragado é enviado diretamente para bolsões chamados geotubes, cada um deles com capacidade para armazenar 2 mil m³ de material. Os geotubes nada mais são do que bolsas gigantes de impermeabilização tripla, onde os resíduos sólidos ficarão depositados por toda a vida útil do terminal portuário. Dentro deles, um material floculante provoca o aumento da granulometria dos dejetos sólidos e esse “inchaço” evita que eles saiam pelas porosidades do bolsão.