FECHAR
FECHAR
02 de abril de 2015
Voltar
Entrevista

"O mercado vai dar a volta por cima"

Entrevista com Hyuk "Thomas" Koh
Por Marcelo Januário (Editor)

Presidente da Doosan Infracore South America desde maio do ano passado, o administrador de empresas Hyuk Koh (chamado de “Thomas” no Ocidente) já passou pelas áreas de vendas, direção de produto, gerência de produção, finanças, mergers and acquisitions (M&A), marketing e estratégia da empresa em diferentes países, incluindo Rússia, Índia e Japão.

Atuando há 23 anos em grandes corporações, Thomas possui MBA pela University of Chicago Booth School of Business e desde 2002 está na Doosan, já tendo passado pela Bobcat (2005 a 2007) e posteriormente pelas operações do grupo na China (2008), onde colaborou na implantação da fábrica de escavadeiras da marca naquele país.

No Brasil, o executivo tem a tarefa de liderar das operações da fábrica de Americana (SP), onde são produzidos os modelos de escavadeiras hidráulicas DX225LCA (de 22 toneladas) e DX140LC (de 14 toneladas). Após um ano de resultados fracos – que reduziram a produção para ¼ da capacidade total da fábrica –, Thomas foi incumbido de reformular a estratégia de vendas no país, além de expandir o mercado para outros países da América Latina.

Nesta entrevista exclusiva, o executivo discorre sobre boatos, estratégias, tecnologia, tendências e outros assuntos relacionados à empresa de origem familiar que se tornou o maior conglomerado da Coreia e um dos maiores do mundo. Acompanhe.

M&T – A Doosan realmente cogitou deixar o Brasil?

Hyuk “Thomas” Koh – Fico realmente surpreso com tais boatos e posso garantir que não é uma informação verdadeira. A Doosan tem como proposta ser um parceiro de business leal aos seus clientes, oferecendo serviços e apoio. O fato é que desde 2013 o mercado mostra-se muito fraco, levando a uma situação não muito boa. Com isso, na época passamos por um momento difícil, com redução de 20% a 30% nos negócios.

M&T – Houve demissões na linha de produção?

Hyuk “Thomas” Koh – Para ser franco, em dezembro o número de colaboradores foi reduzido em 10%. Desde então, ninguém foi demitido. Antes de vir para cá, fui aconselhado a tentar manter os nossos colaboradores, até porque queremos expandir a fábrica. Apesar da retração, queremos expandir nossa atuação para o mercado latino-americano e estabilizar a situação. Então, temos de esperar a consolidação dos resultados de março para avaliar as condições e, assim, dar a volta por cima. Dependendo do resultado, a expectativa é de contratar mais, já a partir do próximo ano.