FECHAR
FECHAR
06 de junho de 2017
Voltar
Manutenção

O elo mais forte

Responsáveis pela transmissão de força e movimento, correias e correntes requerem cuidados que podem prolongar sua vida útil e garantir um funcionamento perfeito

Correias e correntes são componentes que basicamente servem para transmitir força e movimento, por meio do atrito, no caso das primeiras, ou engates, como as últimas. A correta instalação e manutenção dessas peças podem prolongar a vida útil  do conjunto e, assim, reduzir o tempo de máquina parada, diminuindo custos de produção e gestão da frota.

De saída, há vários tipos, tanto de umas como das outras. No caso das correias, os principais são sincronismo (dentada), planas e em V e duplos V. Ao contrário das dentadas e em V, as planas deslizam e, portanto, não transmitem integralmente a potência. Entre as principais características das correias estão o baixo custo inicial, o alto coeficiente de atrito, a grande resistência ao desgaste e o funcionamento silencioso. Além disso, são elásticas e flexíveis.

Quanto às correntes, podem ser de cinco espécies: comum (cadeia de elos), de rolos, de dentes, de elos livres e de blocos. “Existem muitas variações de correntes atualmente”, conta Wesley Pereira, da área de vendas técnicas e desenvolvimento da Daido. “Em função disso, nós dividimos nossa atuação no mercado nos segmentos de motocicletas, industrial, agrícola e transportadora.”

A transmissão por correntes é usada quando já não é possível a utilização de correias, por causa de umidade, vapores e óleos, por exemplo. São muito empregadas em maquinário pesado, como escavadeiras hidráulicas, betoneiras, moinhos, secadores, britadores e outras máquinas, cujas condições de trabalho exigem a transmissão de cargas elevadas em baixa velocidade, superando trancos, vibrações, presença de material abrasivo e desalinhamento de eixos.

PROBLEMAS

Embora sejam projetadas para tais condições severas, tanto as correias quanto as correntes podem apresentar uma série de problemas, decorrentes do elevado esforço e exposição a altas temperaturas, por exemplo.

Além disso, quando estão mal instaladas ou frouxas, as correias causam a perda de velocidade e de eficiência da máquina. Ao contrário, esticadas demais põem em risco os eixos e aumentam o desgaste dos mancais. Além disso, devido ao atrito contínuo, podem sofrer superaquecimento, o que também leva à quebra. Além disso, conforme decorre o tempo de uso, vão se desgastando e tornando-se mais frágeis, o que pode causar o desencaixe das polias.

O consultor técnico de pós-venda da Continental do Brasil, uma empresa do grupo ContiTech Power Transmission, José Silveira, enumera outros problemas frequentes com correias. “Pode haver desgaste na lateral, costas e parte interna delas”, elucida. “Mas também podem se romper ou sofrer extirpação de material, assim como degradação da borracha.”