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18 de outubro de 2019
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Editorial

O desafio do gerenciamento de dados

“Os fabricantes têm de entender que podem enfrentar consequências desagradáveis no futuro se não investirem tempo, esforços e recursos no gerenciamento das informações produzidas pelas máquinas.”

Avanços tecnológicos como aprendizado da máquina e inteligência artificial estão destinados a impactar a indústria de equipamentos no futuro. Em recente artigo divulgado pela AEM (Association of Equipment Manufacturers) são abordados alguns pontos desta mudança em curso, que irá moldar o setor nos próximos anos.

Já em 2020, estima a entidade, as máquinas e objetos produzirão 40 zetabytes de dados, sendo que 90% desse volume terão menos de dois anos. Como consequência direta dessa crescente geração de dados, os fabricantes estão sendo levados a confrontar uma questão bastante complexa, que diz respeito à propriedade das informações.

Como se sabe, uma das pré-condições para padronizar a informação é justamente o compartilhamento do acesso. Mas embora pareça prosaico, não é nada fácil responder a quem pertence a torrente crescente de informações produzidas nas operações, assim como definir quem pode acessá-las e utilizá-las, o que talvez seja ainda mais importante, pois resvala na questão da privacidade relacionada ao gerenciamento dos dados.

Em princípio, como ressalta o artigo, par


Avanços tecnológicos como aprendizado da máquina e inteligência artificial estão destinados a impactar a indústria de equipamentos no futuro. Em recente artigo divulgado pela AEM (Association of Equipment Manufacturers) são abordados alguns pontos desta mudança em curso, que irá moldar o setor nos próximos anos.

Já em 2020, estima a entidade, as máquinas e objetos produzirão 40 zetabytes de dados, sendo que 90% desse volume terão menos de dois anos. Como consequência direta dessa crescente geração de dados, os fabricantes estão sendo levados a confrontar uma questão bastante complexa, que diz respeito à propriedade das informações.

Como se sabe, uma das pré-condições para padronizar a informação é justamente o compartilhamento do acesso. Mas embora pareça prosaico, não é nada fácil responder a quem pertence a torrente crescente de informações produzidas nas operações, assim como definir quem pode acessá-las e utilizá-las, o que talvez seja ainda mais importante, pois resvala na questão da privacidade relacionada ao gerenciamento dos dados.

Em princípio, como ressalta o artigo, parece evidente que os dados gerados por um equipamento ‘inteligente’ pertencem ao seu proprietário. Mas isso não significa que as OEMs não possam acessá-los, desde que haja um arcabouço jurídico que o permita. De outro modo, os fabricantes podem enfrentar consequências desagradáveis no futuro se não investirem tempo, esforços e recursos no gerenciamento das informações produzidas pelas máquinas.

Os operadores de uma locadora, por exemplo, podem simplesmente se negar a compartilhar seus dados individuais de desempenho, que não são apenas bits em um servidor. Por isso, as empresas devem estar dispostas a tomar as medidas necessárias para garantir que o gerenciamento dos dados esteja em conformidade com os regulamentos (atuais e futuros) relacionados à privacidade, sendo transparentes em suas ações e capazes de montar uma estrutura jurídica adequada.

A primeira coisa a fazer, avalia a AEM, é criar um acordo para o uso das informações, deixando claro como os dados serão processados, quem terá acesso, com qual objetivo e por quanto tempo, além do consentimento ativo de usuários e operadores. Hoje, a maior parte da indústria ainda não está preparada para lidar com esses desafios. Mas, de acordo com a AEM, não há nada a temer se a estrutura legal estiver em ordem. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial