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25 de abril de 2011
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Perfil

O Brasil é a bola da vez

A fabricante inglesa JCB avalia que o Brasil é um dos poucos mercados mundiais com perspectivas de crescimento nos setores de construção e infraestrutura e, por isso, traçou planos arrojados para a sua atuação no País. Com a construção de uma nova unidade fabril, que empregará cerca de 300 funcionários – o dobro do quadro atual de colaboradores – ela poderá produzir até 10 mil equipamentos por ano para atendimento ao mercado nacional. Em 2010, a empresa vendeu cerca de 2 mil unidades no Brasil. A nova fábrica, localizada em Sorocaba (SP), substituirá as duas unidades atualmente em operação na mesma cidade do interior paulista e deve entrar em funcionamento a partir do primeiro semestre de 2012.

Enquanto isso não acontece, a JCB reforça os planos de expansão para 2011, quando pretende aumentar em 50% o volume de vendas, passando a comercializar 3 mil equipamentos no País. O objetivo é alcançar a liderança nas vendas de retroescavadeiras, façanha já obtida em oito estados brasileiros. Nesta entrevista, o diretor-geral da JCB para a América Latina, Carlos Hernández, explica por que as retroescavadeiras são e continuarão sendo o carro-chefe da companhia no Brasil e no mundo. Ele também antecipa os planos da empresa para ampliar as vendas de outros equipamentos, como escavadeiras hidráulicas e as recém-lançadas carregadeiras compactas.

M&T - Como o senhor avalia o mercado brasileiro de construção atualmente?

Carlos Hernández – Ao contrário da maioria dos demais países, o Brasil passa por um dos melhores momentos para investimentos em construção, somente comparável aos anos 70, a época do “milagre econômico”. Vários fatores contribuíram para esse momento, mas posso destacar a estabilidade econômica e a política adotada há alguns anos no País, que criaram as bases para esse desenvolvimento. O crescimento populacional, aliado a um incremento de renda do brasileiro e à vasta extensão territorial do País, também é um grande responsável pela forte demanda por investimentos no setor de infraestrutura.  Eventos esportivos, tais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas que serão realizadas aqui, contribuem para esse cenário favorável, bem como alguns projetos do governo. Embora recentes medidas adotadas pelo governo, como o anúncio de cortes de verbas para programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, causem uma redução da demanda no curto prazo, as projeções continuam ótimas, principalmente para a construção civil e obras rodoviárias.