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15 de agosto de 2019
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Editorial

O avanço das concessões rodoviárias

É praticamente consensual a visão de que o Estado brasileiro não tem mais condições de gerir o principal modal nacional de transporte com recursos próprios, o que nos leva à obrigação de atrair investimentos privados.

O mais recente relatório anual da consultoria BloombergNEF (BNEF) mostra que as vendas globais de veículos a gasolina e a diesel estão declinando em todo o mundo, enquanto os modelos elétricos (EVs – Electric Vehicles, em inglês) avançam para dominar a cena em todos os setores, de automóveis de passeio a caminhões e máquinas pesadas.

Em uma projeção da demanda por segmento, tendo por base os mercados da Europa, EUA e China, o paper “Electric Vehicle Outlook 2019” prevê que os veículos pesados elétricos chegarão a 40% do total de unidades comercializadas em 2040, em um crescimento contínuo e regular. Hoje, esse índice é de praticamente zero no segmento.

Baseado em análises econômicas em diferentes segmentos e regiões, o estudo mostra que os elétricos serão 57% da frota de automóveis por volta de 2040, ligeiramente acima do que foi previsto há um ano. Quanto aos ônibus elétricos, prevê-se que alcancem 81% das vendas municipais no mesmo período. Já os caminhões pesados compõem o segmento mais difícil para o avanço dos elétricos, com as vendas limitadas a 19% da categoria em 2040, segundo as projeções.

Mais que isso, seu uso se dará principalmente em aplicações de curtas distâncias. No entanto, caminhões pesados convencionais para rotas de longa distância também sofrerão outra concorrência não-elétrica – no caso, de alternativas com uso de gás natural e células de hidrogênio.
Segundo o estudo, o principal indutor da tendência de eletrificação nos próximos 20 anos serão as novas e acentuadas reduções no custo das baterias, tornando os veículos elétricos mais baratos que as alternativas com motores de combustão interna já em meados da década de 2020, tendo por base os custos iniciais e ao longo da sua vida útil. Desde 2010, o custo médio das baterias de íons de lítio por km (h) já caiu aproximadamente 85%, graças a uma combinação de escala e melhorias tecnológicas.