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25 de abril de 2011
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Editorial

O avanço chinês e a resposta do mercado brasileiro

Quando os guindastes chineses começaram a chegar ao Brasil em larga escala, alguns anos atrás, a primeira reação dos concorrentes e de alguns usuários foi de dúvidas em relação ao produto e à capacidade de atendimento pós-venda desses fabricantes, uma atitude que ainda persiste em relação a outras famílias de equipamentos da mesma origem. Entretanto, apoiados numa política de preços competitiva e na dificuldade dos fabricantes locais e dos demais países ocidentais em atender à demanda dos clientes, então aquecida em âmbito global, eles rapidamente conquistaram a liderança no segmento de guindastes telescópicos de até 100 t de capacidade, os mais usados nos canteiros de construção.

Atualmente, as marcas de origem chinesa já respondem por mais de 70% das vendas nesse segmento de guindastes, de 30 t a 100 t de capacidade, travando uma disputa acirrada com os fabricantes locais. Esta edição da M&T traz uma análise dessa parcela do mercado brasileiro de guindastes, que passa por uma rápida modernização da frota e deve consumir cerca de 1.000 unidades em 2011, segundo estimativa dos especialistas.

As transformações pelas quais passa o mercado brasileiro de equipamentos, entretanto, não se restringem apenas ao segmento de guindastes, abrangendo todas as demais famílias de máquinas mobilizadas em canteiros de obras. Mas o maior desafio dos profissionais do setor não é assimilar tantas novidades em tão curto espaço de tempo. Seu grande desafio é recrutar e capacitar um contingente de mão de obra suficiente para operar e realizar os serviços de manutenção numa frota que não para de crescer.

Outra reportagem publicada nesta edição trata do apagão de mão de obra no setor e mostra o que as construtoras, locadoras e distribuidoras de equipamentos estão fazendo para suprir sua demanda por profissionais qualificados. Afinal, de nada serve toda a tecnologia incorporada pelas novas gerações de equipamentos se o homem que ocupa sua cabine de comando não estiver preparado para tirar máximo partido de tais recursos.

Uma boa leitura.

Afonso Mamede

Presidente da Sobratema