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05 de agosto de 2011
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Mercado de Peças

O aftermarket faz a diferença

O alto volume de obras previsto para os próximos anos explica as projeções favoráveis para a venda de equipamentos novos e também a busca dos construtores e mineradores por fornecedores de peças e serviços mais eficientes

O setor de equipamentos de construção e mineração pode ser separado em duas vertentes: a venda de máquinas novas e o mercado eficiente na área de máquinas em operação. No primeiro caso, o volume de vendas surpreendeu no ano passado, alcançando quase 71 mil unidades. O segundo - e não menos animador segmento diz respeito ao parque de máquinas ativas, cujo montante supera 450 mil unidades operando atualmente em todo o território brasileiro. Esse setor é suportado por políticas de manutenção eficientes, envolvendo peças de reposição e um aftermarket avançado. A Sobratema estima que 110 mil indústrias voltadas a esse segmento movimentem cerca de R$ 6 bilhões por ano. É um mercado à parte que atende ao setor de equipamentos para construção e mineração. Os visitantes da M&T Peças e Serviços, que acontece entre 10 e 13 de agosto no Centro de Exposições Imigrantes, poderão interagir com grande parte desse universo, pois o evento reúne 347 fornecedores ligados a ele.

Entretanto, o crescimento dos fornecedores de peças e serviços para equipamentos de construção e mineração necessariamente não acompanha o incremento de máquinas novas. Para ganhar market share, os fornecedores do setor devem atentar-se às exigências cada vez maiores do usuário final. “A maior preocupação da construtora está na segurança e na qualidade dos seus serviços. E isso depende da correta operação dos equipamentos”, adianta Woxthon Moreira, especialista da área de equipamentos da Odebrecht. De acordo com ele, a qualidade das peças de reposição é fator preponderante.

Para Gerson Andretta, gerente de equipamentos da Ivaí Engenharia, há um longo caminho a ser percorrido pelos fornecedores de peças e serviços para equipamentos de construção e mineração, o que justifica a presença das empresas de qualidade em eventos voltados ao setor, nos quais elas podem atestar seus atributos. “Existe muita dificuldade no que envolve a reposição de peças, pois as políticas dos fornecedores não são claras. Alguns deles não mantêm, em estoque, sequer as peças de desgaste que têm vida útil curta, caso dos filtros. Para ele, resta ao cliente o ônus de aguardar longos períodos com máquina parada.

O relato do especialista da Ivaí chama a atenção para as falhas de investimento em estoque de peças e também para a falta de planejamento logístico por parte dos fornecedores. Silvimar Fernandes Reis, diretor de logística da divisão internacional da Galvão Engenharia, complementa a opinião de Andretta e avalia que fornecedores de peças de reposição precisam se diferenciar. “A eficiência deles depende do tempo de reposição da peça, o que está atrelado à quantidade de materiais disponíveis de acordo com o estado dos equipamentos em operação e às condições de operação e manutenção dos equipamentos. E ainda da dinâmica da obra”, argumenta. A logística dos fornecedores, segundo Reis, ainda deve levar em consideração as questões ambientais, com políticas claras de logística reversa, principalmente no caso do descarte de materiais contaminantes como pneus, baterias e sucatas geradas nas grandes obras.