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08 de março de 2018
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A Era das Máquinas

O advento dos guindastes Derrick

Por Norwil Veloso

Nos primeiros campos petrolíferos dos Estados Unidos, a elevação e a montagem das torres de perfuração eram feitas com guindastes do tipo Derrick. Na verdade, o conceito já era muito antigo, mas esse nome apareceu na América apenas na passagem para o século XX.

Historicamente, os fabricantes mais conhecidos dessas soluções foram a American Hoist and Derrick e a empresa alemã Schmidt-Tychsen, que produzia diversas versões, com capacidades de até 60 t. Todavia, apenas os equipamentos de 3 a 20 t, com 9 a 23 m de comprimento do mastro, eram produzidos em série.

Os guinchos podiam ser acionados por vapor, gasolina, diesel ou eletricidade. Havia três tambores para operação normal e garras de cabo singelo, ou quatro tambores, para operação com garras de cabo duplo. Alguns equipamentos eram fornecidos com jib retrátil. Na maioria, o giro era feito manualmente, puxando-se a lança.

Naquela época, os Derricks eram a opção mais comum para serviços pesados e para construção de edificações. E o vapor logo daria lugar à eletricidade.

ADEQUAÇÃO

As versões fixas eram mais comuns na Europa. Nos Estados Unidos, por sua vez, foram desenvolvidas montagens sobre trilhos, que também foram usadas, por exemplo, na construção de pontes, com lanças maiores, de até 15 m e capacidades até 30 t, sobre uma base estacionária ou uma plataforma sobre trilhos.

No início do século XX, destaque-se, o transporte marítimo era extremamente importante. Por essa razão, havia necessidade de guindastes adequados para estaleiros e para a construção e operação de portos, canais e cais. Como resultado, foram produzidos guindastes flutuantes gigantescos. Na Inglaterra, esses guindastes foram fabricados pela Cowans & Sheldon e vendidos no mundo todo.

Em 1904, a Duisburg Maschinenfabrik (que veio a se tornar parte da Demag) já fabricava essas máquinas, no caso com capacidade de 149 t, comprimento de lança de 13,5 m e giro de 360o. A Duisburg, inclusive, forneceu máquinas principalmente para estaleiros e, em 1914, produziu os dois guindastes gigantescos “Ajax” e “Hércules”, que foram usados na construção do Canal do Panamá. No meio tempo, em 1909, a Bechem & Keetman produziu um guindaste flutuante com capacidade de 250 t, cuja lança atingia uma altura máxima de 84 m.

Em paralelo, a construção de navios também tinha tido um grande impulso. O ano de 1900 teve particular significado na produção de guindastes extrapesados. A Benrather (que também veio a fazer parte da Demag) projetou os primeiros guindastes com lança tipo martelo (hammerhead), formato que obteve tamanho sucesso que passou a ser usado por todos os fabricantes desse tipo de equipamento no mundo.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral