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06 de fevereiro de 2014
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Combustíveis Alternativos / Novas soluções demandam investimentos

Já em veículos bicombustíveis, também de Ciclo Otto, os dois combustíveis são armazenados em tanques separados e podem ser acionados conforme a preferência do condutor. O caso mais comum é a adaptação de um tanque de GNV em um sistema a álcool, pois ambos possuem taxas altas de compressão, assegurando maior eficiência.

Outra solução, o Dual-Fuel – ou sistema de combustível misto – substitui parcialmente o óleo diesel por GNV ou outros combustíveis, como derivados de biomassa. Nesse caso, o diesel atua como injeção-piloto que fornece energia suficiente para inflamar a mistura de ar e gás natural. Ou seja, o motor funciona inicialmente por ciclo diesel (via compressão) e depois por Ciclo Otto, via centelha. Uma vantagem importante desse sistema é a facilidade com que trabalha com óleo diesel, fornecendo maior autonomia aos veículos quando há poucos postos de abastecimento disponíveis com GNV.

A utilização de motores que incorporam dois sistemas, aliás, se enquadra na categoria de veículos híbridos. Recebendo atualmente altos investimentos (a indústria de equipamentos, por exemplo, vem aumentando a oferta desse tipo de produto), essa solução oferece um motor parcial (quando paralelo) ou inteiramente (em série) movido a energia elétrica. Nos sistemas paralelos, os veículos operam com opções de motor elétrico e de combustão interna. Já o motor híbrido em série trabalha com um motor convencional Otto ou a diesel, em que a combustão é acoplada a um gerador para produzir energia elétrica e acionar uma série de baterias que, por sua vez, alimentam o motor elétrico. Essa tecnologia pode ser aplicada tanto em veículos pesados como leves, utilizando qualquer combustível convencional ou mesmo alternativo, como etanol, GNV, biodiesel e outros.

PRÁTICA

Dentre os fabricantes, a Komatsu faz uso dessa tecnologia desde 2011, já tendo apresentado comercialmente dois equipamentos com motorização híbrida. Tratam-se da escavadeira HB205-1, de 21 toneladas, e da empilhadeira FB20HB, em versões de 1,5 e 2,5 t. Ambos os modelos são comercializados mundialmente, inclusive no Brasil, onde a escavadeira já tem cerca de 50 unidades produzidas desde 2011 e as primeiras empilhadeiras foram vendidas no ano passado. “No caso das escavadeiras, a produção é local, em nossa fábrica de Suzano”, explica Vladimir de Rafael Machado Filho, engenheiro da promoção de vendas e engenharia de aplicação da fabricante.