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16 de junho de 2010
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Compressores de ar

Novas aplicações para antigas tecnologias

Especialistas apontam novas soluções para potencializar o uso dos equipamentos nos canteiros de obras e em instalações industriais

O preço de aquisição de um compressor de ar na faixa de 200 cv de potência fica em torno de R$ 95 mil reais e, se ele operar 24 horas por dia, durante um ano inteiro, ao final desse período terá consumido cerca de R$ 350 mil em energia elétrica. O valor equivale a três vezes e meia o seu custo de aquisição, conforme ressalta a Sullair, que desenvolveu esse cálculo. Ele se baseia num custo de energia de R$ 0,25/kWh e traduz a preocupação dos fabricantes do setor em desenvolver tecnologias voltadas ao menor consumo de energia.

As fontes de energia, entretanto, não se resumem apenas à eletricidade. Nos compressores portáteis, aliás, mais utilizados nos canteiros de obras, o acionamento das máquinas costuma ser realizado por motores a diesel, mas a preocupação com a redução do consumo caminha na mesma direção.

A Atlas Copco, por exemplo, avalia que o futuro aponta para o desenvolvimento de motores com menor potência e, consequentemente, com baixo consumo de combustível. “O nosso modelo mais recente, o XAS137/187, foi redesenhado internamente para proporcionar uma redução de 12% a 15% no consumo de diesel em relação às séries anteriores”, diz Fernando Groba, gerente da linha de negócios de máquinas portáteis da fabricante.

Ele salienta que os períodos de manutenção dos equipamentos foram ampliados e, agora, as primeiras intervenções se fazem necessárias após 500 horas trabalhadas. Antes, ela ocorria na faixa de 250 horas.

Gestão do consumo
André Campos, supervisor técnico e comercial da Sullair, por outro lado, avalia que todos os fabricantes de primeira linha oferecem produtos com nível tecnológico semelhante. “A médio e longo prazos, não há muito o que ser desenvolvido tecnologicamente”, ele sintetiza. “Por isso, os diferenciais têm ficado por conta da gestão do consumo, que pode ser realizada por meio de auditorias.”

Segundo Campos, durante a instalação de novas linhas de compressores, um software simula o consumo de ar comprimido programado de acordo com o tipo de trabalho. Para isso, quando o equipamento segue para operação, diversos dispositivos de medição são instalados para monitorar seu consumo por determinado período. “Com esses dados em mãos, alimentamos o software de análise, que vai relacionar quais equipamentos estão consumindo mais e por qual motivo. Então, sugerimos a troca ou conserto de determinado modelo.”