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15 de fevereiro de 2016
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Manutenção

No limite da capacidade

Alguns cuidados na seleção, configuração e manutenção de rompedores podem determinar o sucesso e a eficiência desses versáteis componentes usados para demolição de rocha e concreto

A aplicação de rompedores hidráulicos para trabalhos pesados exige uma série de pré-análises que, se forem adequadamente cumpridas, poderão determinar o sucesso e a eficiência do uso desses componentes de demolição. Em primeiro lugar, a seleção de um rompedor deve considerar o modelo de escavadeira de que se dispõe. Afinal, esse tipo de equipamento hidráulico é inteiramente dependente das características estruturais e energéticas oferecidas pela máquina portadora. Raramente ocorre o processo inverso, ou seja, define-se a escavadeira a partir do rompedor.

Decidido esse ponto, devem-se considerar todas as características da aplicação e suas particularidades. A seleção criteriosa do rompedor exige uma análise abrangente de tudo o que se relaciona à sua utilização. Quanto menor a disponibilidade de dados, maior será a necessidade de escolher um equipamento que atenda a um grande número de possibilidades e, naturalmente, isso implica restringir os parâmetros peso/potência/frequência, a fim de se obter um resultado médio em todas as aplicações mais comuns.

OPERAÇÃO

Certas aplicações, como a demolição, requerem maior capacidade de posicionamento, mesmo em detrimento da potência, pois a complexidade das estruturas e as dificuldades de acesso criam problemas para a estabilidade do veículo portador, tornando menos efetivo o contato do rompedor com o material a ser fragmentado.

De acordo com especialistas, quanto mais rápido for o posicionamento, mais ágil será a realização do trabalho e, consequentemente, o custo da operação será menor. Comparativamente, a dureza do concreto é inferior à das rochas, por isso, pode-se mitigar o quesito “energia do golpe” e ampliar a frequência. Já a dureza do material a ser demolido é normalmente medida na escala Mohs ou pela resistência à compressão monoaxial, o que a torna determinante na seleção da energia do golpe.

No caso de rochas com durezas elevadas, a energia do golpe assume um papel muito importante. Desse modo, busca-se a combinação rompedor versus máquina portadora, de forma a privilegiar esse aspecto, mesmo que seja utilizado um rompedor de maior peso. Deve-se ainda considerar que, para rochas em geral, há menor complexidade de posicionamento e, portanto, uma eventual redução da agilidade é compensada pela alta energia oferecida.

Aplicações especiais exigem configurações específicas. Na indústria siderúrgica, por exemplo, existem situações em que o rompedor necessita permanecer exposto a elevadas temperaturas. Desta forma, são necessárias proteções térmicas que permitam a execução da tarefa sem danificar o rompedor. Do mesmo modo, o óleo hidráulico não pode operar com temperaturas superiores a 80ºC e todas as medidas de proteção devem ser adotadas. Os elementos de vedação do rompedor são produzidos em materiais à base de plásticos e borrachas e, portanto, também não podem ser expostos a altas temperaturas.