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10 de novembro de 2016
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Pás Carregadeiras

Na ponta do lápis

Na hora de se adquirir uma pá carregadeira, uma série de variáveis entra na conta, desde fatores econômicos a características técnicas e de aplicação do equipamento
Por Joás Ferreira

Quando se fala na aquisição de uma pá carregadeira, clientes experientes já têm na cabeça o que precisam, mas sempre há os novatos que apresentam dúvidas. É nessa hora que entram os setores técnicos de fabricantes e fornecedores, que estão aptos a indicar a solução mais adequada a cada usuário.

Afinal, quando o assunto são bens de capital, adequação é a palavra-chave para garantir o melhor retorno sobre o investimento. “Adquirir equipamentos é uma decisão técnica que envolve um bem que deve produzir e, como tal, o cliente deve olhar não apenas o que é visível, como preço ou condições de financiamento, mas também tudo o que a máquina oferece”, afirma Boris Sanchez, gerente de aplicações e suporte a vendas da Volvo CE. “Nisso se engloba o conceito de ‘custo total unitário’ do equipamento.”

Grosso modo, para se descobrir o custo de um equipamento como a pá carregadeira, devem ser levados em consideração aspectos como a vida útil estimada do equipamento e de seus componentes (pneus, esteiras, lâminas etc.), além do consumo médio esperado (em l/h). Contudo, existem muitas outras questões que gravitam diariamente na cabeça do cliente, como a otimização dos recursos de aplicação, a disponibilidade mecânica e o timing de renovação da frota. “Quando se avalia uma possível troca prendendo-se só pelo lado econômico, sem considerar sua aplicabilidade ou sua capacidade técnica, observa-se apenas o preço do equipamento”, diz Sanchez. “Mas o preço é um parâmetro aparente, que não mostra a verdadeira dimensão do que vem depois da compra.”

Uma vez que o preço não é o suficiente, há de se observar alguns critérios. “Duas máquinas com o mesmo preço e o mesmo custo de propriedade e de operação também podem ter rendimentos diferentes, o que nos leva ao conceito do custo total unitário de cada equipamento”, observa o gerente. “Uma máquina não é apenas um bem de consumo, é um bem de capital que deve ser avaliado pelas lentes da matemática financeira, como se fosse um projeto, com fluxo de caixa ao longo do tempo.”

DECISÕES

Como se vê, a gestão da frota requer decisões importantes. Nesse rol, incluem-se fatores óbvios como o investimento, pois tudo parte da condição de haver trabalho a realizar, sem o qual não haverá necessidade de renovar os equipamentos. Também se deve considerar a alternativa mais adequada para adquirir esse equipamento, se com recursos próprios ou por meio de financiamento, ou mesmo locá-lo.