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29 de maio de 2013
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Estádios

Na cara do gol

Na reta final de obras, Arena do Corinthians utiliza equipamentos especiais como um guindaste de 1,5 mil t, aplicado na montagem da cobertura do estádio; Conheça o passo a passo da obra que sediará a abertura da Copa

Em maio, quando esta reportagem foi produzida, 70% das obras do Itaquerão já estavam concluídas. Esse é o status consolidado de uma operação prevista para terminar em dezembro de 2013 e que já demandou 2.270 profissionais no pico das obras.

Mas o foco desta reportagem é outro. A construção também exigiu a mobilização de 164 equipamentos pesados, incluindo máquinas para terraplanagem como escavadeiras, motoniveladoras e tratores de esteiras e para içamento como gruas, plataformas elevatórias e guindastes de até 1,5 mil t. Os volumes de materiais envolvidos também são representativos, formatando uma área total construída de 189 mil m² e um investimento previsto de R$ 850 milhões.

“Tais números refletem a complexidade construtiva do Itaquerão”, avalia Frederico Barbosa, gerente operacional da Odebrecht, empresa responsável pela construção da arena paulista, que sediará a abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014. Para ilustrar a afirmação, o engenheiro separa as obras em diversas etapas, incluindo fundações, terraplanagem, montagem das arquibancadas em concreto pré-moldado, instalação da cobertura metálica e aplicação do gramado.

FUNDAÇÕES

Com a bola rolando, foi necessário lançar mão de um mix de soluções de engenharia. “Nas fundações, por exemplo, utilizamos três soluções: estacas pré-moldadas, estacas-raiz e estacas cravadas por hélice contínua”, explica o especialista.

Barbosa revela que a operação exigiu a utilização de 3,4 mil estacas pré-moldadas, com diâmetro entre 50 cm e 70 cm cada. A instalação foi realizada com o uso de bate-estacas por queda livre ou martelo hidráulico, ambos da frota especialmente mobilizada para as obras. “Já as estacas-raiz somaram mais de 8,8 mil m perfurados, com a aplicação de 570 peças”, diz ele. As estacas-raiz foram instaladas de forma inclinada ou reta, nos locais da fundação que exigiram maior tração. Os equipamentos de hélice contínua, por sua vez, atuaram na cravação de outras 60 estacas, instaladas em áreas de suporte das rampas de acesso ao prédio principal do estádio.

Ainda na fase de terraplanagem, o engenheiro destaca a execução de um muro de contenção de aterros, com extensão de 630 m e altura variável entre 5 m e 14 m. “Essa contenção foi feita em sistema Terramesh, que consiste num muro de suporte construído com uso de gabiões e ancoragem reforçada por geogrelhas”, diz.

TERRAPLANAGEM

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral