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31 de outubro de 2014
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Bombas de Concreto

Momento de transição

Setor de bombeamento cresce em ritmo acelerado no país, mas ainda requer um amadurecimento maior em termos de produtividade e capacitação de profissionais

No Brasil, um dos segmentos com maior expansão na atualidade é o de bombeamento de concreto. Bem-abastecido, o mercado brasileiro dispõe de bombas para concreto de diversos modelos, sejam estacionárias, autobombas, autobombas com lança, mastros distribuidores de concreto e até mesmo bombas montadas junto ao balão da betoneira.

Nessa variedade, há capacidades de bombeamento que vão de 5 a 200 metros cúbicos por hora, alcançando mais de mil metros horizontalmente e 300 metros verticalmente, dependendo da configuração das tubulações de distribuição de concreto. Esta vasta gama de opções mostra quão específica pode ser a escolha por bombas para concreto, explicando ainda os motivos que levam os fabricantes a trabalhar duro para abocanhar fatias maiores desse mercado. “Com a expansão do mercado de bombeamento, obras que utilizam até 15 m³ de concreto têm optado por bombeamento”, avalia Guilherme Zurita, gerente de vendas da área de tecnologia do concreto da Liebherr. “Mas o setor ainda precisa amadurecer em termos de produtividade e capacitação de pessoal, pois não é incomum recebermos pedidos de equipamentos de 50 a 90 m³/h para executar uma demanda de apenas 15 m³/h.”

PROJEÇÃO

De acordo com os fabricantes, não há dados oficiais sobre o volume atual de bombas para concreto atuando no Brasil. Mas Ricardo Lessa, diretor-presidente da Schwing-Stetter no Brasil, cruzou alguns dados para dimensionar esse volume, obtendo um resultado que aponta para a existência de 2,5 mil máquinas do tipo em operação atualmente. “Chegamos a esse número avaliando que o país produz cerca de 54 milhões de metros cúbicos de concreto industrializado por ano, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Concreto (Snic)”, diz ele. “E esse material é todo transportado por autobetoneiras, sendo que parte dele – cerca de 60% – é bombeado. Sabendo que as bombas para concreto bombeiam uma média de 1.250 m³/mês, conseguimos chegar a esse total de máquinas em operação.”

De acordo com o executivo da Schwing-Stetter, desse total cerca de 800 máquinas são equipadas com mastro para distribuição do concreto. Ou seja, são autobombas com lança. “Detectar a localização desses equipamentos também não é fácil, mas concluímos que 65% deles estão nas regiões mais industrializadas do país, principalmente Sul e Sudeste”, supõe Lessa.