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04 de junho de 2012
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Método Não Destrutivo

Mercado avança para o amadurecimento

Evolução da tecnologia e seu barateamento impulsionam o uso de soluções não destrutivas para a instalação de redes subterrâneas no país

Grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro batem recordes constantes de congestionamento no trânsito. O excesso de veículos e o baixo investimento em transporte público são os principais responsáveis por essa situação caótica, mas diversos outros fatores podem influenciar negativamente o cotidiano das principais ruas e avenidas dessas metrópoles. Entre eles, a presença de canteiros de obras em meio às vias de tráfego rápido figura como mais um complicador nesse cenário.

Por esse motivo, o avanço no uso de Métodos Não Destrutivos (MND) para a instalação de redes subterrâneas vem contribuindo para reduzir o impacto dessas obras no caótico tráfego metropolitano. Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia Não Destrutiva (Abratt), diversas tecnologias vêm cumprindo esse papel com eficiência. “Podemos citar o minishield, o pipejacking, o microtunel e a perfuração direcional como exemplos”, diz Paulo Dequech, presidente da entidade.

Ele afirma que as soluções atendem aos mais diversos setores, como a construção de redes de gás, distribuição de energia elétrica, telecomunicações, saneamento básico e instalação de dutos para o transporte de petróleo, entre outros. “No caso das redes de gás, por exemplo, avaliamos que quase 100% das instalações nas grandes cidades são realizadas por meio de tecnologias não destrutivas, com forte utilização da perfuração direcional (HDD – Horizontal Directional Drilling)”, diz ele. O barateamento da tecnologia já proporciona uma relação custo/benefício bem vantajosa em relação às obras pelo método convencional de abertura de valas, que implica impactos no cotidiano da cidade, grande movimentação de solos e a posterior recuperação das vias.

Mercados diferentes

Carlos Pimenta, diretor comercial da Intech Engenharia, ressalta que o MND também é fortemente utilizado na instalação de redes de telecomunicações desde o final da década de 1990, quando houve o boom desse setor. “Esse foi o primeiro mercado atendido por perfuração direcional no Brasil e várias empresas se especializaram nesse segmento.” Ele explica que sua empresa se voltou principalmente para a instalação de tubulações de aço para óleo e gás, primeiramente com sondas de grande porte (250 t) e depois também com sondas de menor porte, entre 18 t e 36t. “Percebemos que esse mercado se tornou forte usuário da tecnologia não destrutiva com o passar dos anos.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral