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27 de março de 2013
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Operações Portuárias

Mar de oportunidades

De reach stackers a transtêineres, fabricantes ampliam a oferta de máquinas para movimentação de contêineres e cargas especiais nos portos brasileiros
Por Camila Waddington

Por meio da Secretaria de Portos (SEP), o governo federal anunciou em dezembro um novo programa de investimentos que prevê a injeção de R$ 54 bilhões no setor portuário brasileiro até 2017. Desse montante, que será desembolsado pelos setores público e privado, o governo estima que R$ 31 bilhões serão aplicados entre 2014 e 2015. Combinados a essa projeção bilionária de aportes, vários investimentos atualmente em andamento prometem mudar a realidade do setor portuário brasileiro, exigindo maior agilidade e segurança na movimentação de contêineres e cargas especiais. Com isso, a expectativa do mercado é de que se abra um mar de oportunidades para os fabricantes de equipamentos portuários.

O Terminal da Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários), por exemplo, que está em sua fase final de implantação no porto de Santos (SP), ilustra o potencial de investimentos em equipamentos no setor. A empresa, que aplicará o total de R$ 2,3 bilhões na operação, recebeu em fevereiro o primeiro lote de equipamentos importados da China para movimentação de contêineres (leia reportagem sobre o assunto na página XX).

Ainda na região portuária de Santos, a Liebherr é um dos fabricantes que podem atestar o bom momento para esse tipo de equipamento no país. De acordo com sua assessoria de imprensa, a empresa possui atualmente onze máquinas do tipo Mobile Harbour Crane (MHC) operando no complexo portuário do litoral paulista. São guindastes multipropósito utilizados para carregamento de contêineres, cargas gerais e a granel. “Nos últimos anos, ocorreram vultosos investimentos em máquinas portuárias, o que aumentou significativamente a produtividade em alguns portos”, afirma a empresa. “Entretanto, esses aportes não ocorreram de maneira uniforme em todas as regiões do país e, por isso, avaliamos que há locais que permanecem com grandes necessidades de equipamentos novos e mais eficientes.”

No Brasil, a Liebherr já colocou em operação diversos guindastes fixos, instalados para atuar como uma solução mais econômica e com a mesma funcionalidade multipropósito dos modelos MHCs. No rol de fornecimentos portuários da fabricante alemã ainda estão os guindastes tipo portêineres, também conhecidos como ship to shore, que são indicados principalmente para embarcações com uma quantidade elevada de contêineres por manusear. “No quesito produtividade, um de nossos clientes brasileiros também possui transtêineres, um tipo de equipamento que não é utilizado no carregamento e descarregamento de embarcações, mas sim no pátio, onde a sua função é a de empilhar e organizar os contêineres”, informa a Liebherr.