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13 de outubro de 2017
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Mineração

Liberdade de movimento

Utilizadas em mineração subterrânea e, em menor escala, construção de túneis, as carregadeiras LHD dão um passo à frente com a evolução de sistemas elétricos e autônomos
Por Antonio Santomauro

Composta com as iniciais das palavras inglesas Load, Haul, Dump (carregar, transportar, descarregar, em português), a sigla LHD designa um gênero de carregadeira projetado para atuar especificamente em ambientes subterrâneos. Já bastante comuns em operações de mineração, esses equipamentos também são usados – em menor escala – na construção de túneis. Atualmente, a novidade no segmento é o crescimento do espaço das LHDs movidas a baterias, em detrimento das equipadas com motores a diesel ou que recebem energia através de cabos.

Cotejadas com as últimas, as versões a bateria apresentam um diferencial evidente, que é a maior liberdade de movimentação. Já no confronto com as versões a diesel, constituem um alternativa mais eficaz de otimização (o que se torna mais importante à medida que se busquem minérios em profundidades cada vez maiores) e de custos com sistemas de ventilação. “Dados confirmam uma redução de até 80% na energia gasta quando se utilizam carregadeiras a bateria”, ressalta Paulo Ribeiro, gerente de produto da Atlas Copco, que comercializa no Brasil as LHDs produzidas na Suécia, inclusive em versões a bateria. “Por tudo isso, a tecnologia com cabos está cada vez mais em desuso, pois tem muitas restrições operacionais e de segurança.”

Todavia, para alguns métodos de lavra as máquinas conectadas às redes de energia através de cabos ainda são “bastante convenientes”, como ressalta Armando Bernardes Junior, gerente de equipamentos da Sandvik, que também traz ao país máquinas produzidas em outros países. Como exemplo, ele cita os processos de “sublevel stopping” (método de subníveis) e lavras nas quais o minério recolhido é transferido para locais de descarga relativamente fixos, a distâncias não superiores a 200 m dos pontos de carga. Mesmo assim, Bernardes reconhece que “as unidades a cabo estão enfrentando uma concorrência pesada das máquinas a bateria”.

BATERIA

Por enquanto, as LHDs a diesel ainda são majoritárias, mas a demanda pelas elétricas vem crescendo. Ainda mais por modelos dotados com bateria, uma tecnologia ainda nova – começou a ser utilizada de maneira mais efetiva apenas nesta década –, mas em acelerada evolução. “Já temos um modelo que dispensa a troca de baterias, pois pode receber uma recarga regenerativa suficiente para manter o volume de horas típico da operação diária do equipamento”, conta Bernardes.