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18 de abril de 2016
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Treinamento

Interface avançada

Simuladores invadem o setor da construção como alternativa mais rápida e econômica para capacitar operadores e minimizar os riscos de acidentes nos canteiros de obras
Por Luciana Duarte

Capacitar operadores sempre foi uma necessidade recorrente para o setor da construção, mas recentemente – com o ritmo cada vez mais acelerado nos canteiros de obras – o tema ganhou um peso ainda maior na lista de prioridades das médias e grandes empresas. E, nos últimos anos, o assunto ganhou uma nova dimensão com o desenvolvimento da realidade virtual, uma tendência que têm levado o setor a, por exemplo, investir na aquisição de simuladores para qualificar a mão de obra e garantir mais segurança aos operadores de máquinas pesadas da Linha Amarela. “Mais do que modernos e eficientes, os simuladores reduzem significativamente os custos envolvidos na preparação dos operadores”, garante Bernardo Uliana, engenheiro de aplicação do Grupo Tracbel, especializado na distribuição, pós venda e prestação de serviços em máquinas e equipamentos pesados das marcas Volvo CE, Clark, Massey Ferguson, Tigercat, Precision Husky e SP Maskiner, além de pneus industriais Michelin. “É um investimento que dá retorno e capacita o operador com recursos de última geração”, complementa.

Disposta a reduzir drasticamente os problemas crônicos de seus clientes e ainda atender à Norma Reguladora no 12 (NR-12) do Ministério do Trabalho, a empresa investiu pesado em um projeto pioneiro de capacitação de pessoas em canteiros de obras de todo o país. Em uma parceria com a empresa sueca Oryx Simulations, há três anos a Tracbel destinou cerca de 550 mil reais ao primeiro projeto de formação avançada com simuladores. E, em razão da demanda crescente, a empresa também deu início à comercialização de simuladores da marca em todo o Brasil.

Dotado de sistema gráfico 3D de alta resolução e uma plataforma de movimentos elétricos, o equipamento foi inicialmente deslocado até o campo de operação de clientes da marca Volvo CE. Os resultados positivos do projeto-piloto levaram a empresa a promover novos ciclos de investimentos. Recentemente, o grupo investiu 5 milhões de reais para ampliar o projeto, passando a disponibilizar aos clientes dois modelos de simuladores de caminhões articulados, quatro de escavadeiras, dois de carregadeiras e outros dois de basculantes. “Já capacitamos mais de 1.500 operadores desde o primeiro piloto desse projeto”, comenta Uliana. “Apesar da crise, o ano passado foi excelente, pois muitas empresas decidiram investir em treinamento. A desaceleração no setor favoreceu a capacitação de seus operadores.”