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08 de novembro de 2017
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A Era das Máquinas

Fundações e pontes se modernizam

Por Norwil Veloso

Das estruturas de madeira aos balanços sucessivos e das estacas de carvalho às modernas tecnologias de fundação, a evolução não cessa sua marcha acelerada. Mas nem sempre sua transformação foi tão veloz. Desde o Império Romano, a maioria das fundações das pontes por muito tempo permaneceu feita de estacas de carvalho. Para cravar uma estaca eram usados equipamentos de madeira e, até o século XVII, pessoas ou animais puxavam um martelo de cravação, que era simplesmente solto após atingir uma altura preestabelecida.

Os bate-estacas de tração animal continuaram na ativa até o tardio século XIX. Na metade daquele século, começaram a surgir modelos com acionamento a vapor, muito mais potentes. Por volta de 1870, os bate-estacas mais modernos tinham um motor a vapor para fornecer potência ao guincho principal. No final do século começaram a ser feitos testes bem-sucedidos com o vapor atuando diretamente na elevação do martelo. Na última década, a frequência de golpes, a potência e a eficiência das máquinas aumentaram significativamente.

CONCEITOS

Atribui-se a um engenheiro inglês, Nasmith, o conceito dos bate-estacas a vapor, baseado no funcionamento dos martelos de forjaria. Na França, Lacour construiu um cravador cuja elevação era feita a vapor, e a descida, em queda livre. Um projeto alternativo usava para elevação uma pequena carga explosiva contida em um cilindro, que tinha de ser carregada manualmente após cada golpe.

Como se vê, a tecnologia de fundações teve uma grande evolução a partir do final do século XIX, tornando possível a cravação de estacas profundas em solos arenosos e a cravação de estacas com equipamentos a ar comprimido, método desenvolvido a partir de 1860 e que foi de grande ajuda em obras submarinas, por exemplo.

De 1910 em diante, em lugar dos bate-estacas específicos as construtoras passaram a usar estruturas para cravação de estacas presas a um guindaste. Além de aumentar a mobilidade do equipamento, essa solução – que seria bastante usada nos anos seguintes – também permitia a utilização do guindaste para outros serviços.

A partir de 1930, os martelos a diesel passaram a competir com os modelos a vapor, sendo que a potência desses equipamentos foi ficando cada vez maior. Na época, a empresa alemã Delmag passou a liderar esse mercado, seguida pela inglesa BSP.

Também nessa época começaram a ser usadas as estacas-prancha, destinadas a impedir a entrada de água nas obras de fundação. Foram então desenvolvidos novos equipamentos, que utilizavam vibração para cravar e remover as estacas. Não havia necessidade de guias, e o equipamento podia ser instalado no cabo de um guindaste.