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27 de abril de 2012
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Internacional

Fortalecendo a infraestrutura regional

Nesse cenário, seu crescimento econômico tem sido superior à média do resto do mundo

Os países latino-americanos prosseguem em bom ritmo de crescimento e, apesar de encerrarem 2011 com uma desaceleração na expansão da economia apresentando um índice de 4,3% de crescimento, contra os 5,9% registrados no ano anterior a região continua resistindo relativamente bem à crise financeira mundial.

Tal desempenho estimula o otimismo da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC), que prevê uma década promissora para a América Latina. A entidade chega a insinuar até mesmo que a região pode desbancar a Ásia como a área mais dinâmica do mundo em termos de crescimento econômico. Mas se a região precisa seguir o ritmo de crescimento, é imprescindível que os países interfiram cada vez mais na melhoria da infraestrutura e diminuam a enorme distância existente entre ricos e pobres, de forma a igualar as oportunidades para todos os seus cidadãos.

À medida que uma economia cresce, os investimentos em infraestrutura se tornam cada vez mais necessários para a sustentabilidade dessa expansão. A América Latina certamente tem um desafio enorme nessa área, mas as notícias relacionadas a esse setor são animadoras. Pode-se ver com otimismo uma enorme quantidade de projetos em implantação em todos os países latino-americanos com enfoque na melhoria da infraestrutura.

A Colômbia, por exemplo, espera investir US$ 8,8 bilhões anuais (3% de seu PIB) entre 2014 e 2018 para a construção de aproximadamente 1.100 km de estradas de pista dupla e outros 1.000 km de ferrovias, além de aumentar a capacidade de seus portos para a movimentação de 250 milhões t/ano e a da rede ferroviária para até 90 milhões t/ano.

O Peru, por sua vez, além de iniciar investimentos de US$ 3 bilhões para a implantação da segunda linha de Metrô em Lima, está elaborando importantes projetos em parceria com o Equador para a construção de pelo menos três corredores rodoviários binacionais que demandarão o aporte de US$ 368 milhões.

Mais ao norte figura o caso do México, que elegeu a infraestrutura como um dos eixos para o crescimento econômico e pretende investir, durante este ano, mais de US$ 3 bilhões em obras rodoviárias. O orçamento permitirá a construção, manutenção e reabilitação de mais de 1.280 km de estradas.

Competitividade

A América Latina está no caminho certo, mas ainda há muito por fazer. De acordo com o estudo Hot Spots, realizado pela Economist Intelligence Unit (EIU) a pedido do Citigroup, a cidade


Os países latino-americanos prosseguem em bom ritmo de crescimento e, apesar de encerrarem 2011 com uma desaceleração na expansão da economia apresentando um índice de 4,3% de crescimento, contra os 5,9% registrados no ano anterior a região continua resistindo relativamente bem à crise financeira mundial.

Tal desempenho estimula o otimismo da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC), que prevê uma década promissora para a América Latina. A entidade chega a insinuar até mesmo que a região pode desbancar a Ásia como a área mais dinâmica do mundo em termos de crescimento econômico. Mas se a região precisa seguir o ritmo de crescimento, é imprescindível que os países interfiram cada vez mais na melhoria da infraestrutura e diminuam a enorme distância existente entre ricos e pobres, de forma a igualar as oportunidades para todos os seus cidadãos.

À medida que uma economia cresce, os investimentos em infraestrutura se tornam cada vez mais necessários para a sustentabilidade dessa expansão. A América Latina certamente tem um desafio enorme nessa área, mas as notícias relacionadas a esse setor são animadoras. Pode-se ver com otimismo uma enorme quantidade de projetos em implantação em todos os países latino-americanos com enfoque na melhoria da infraestrutura.

A Colômbia, por exemplo, espera investir US$ 8,8 bilhões anuais (3% de seu PIB) entre 2014 e 2018 para a construção de aproximadamente 1.100 km de estradas de pista dupla e outros 1.000 km de ferrovias, além de aumentar a capacidade de seus portos para a movimentação de 250 milhões t/ano e a da rede ferroviária para até 90 milhões t/ano.

O Peru, por sua vez, além de iniciar investimentos de US$ 3 bilhões para a implantação da segunda linha de Metrô em Lima, está elaborando importantes projetos em parceria com o Equador para a construção de pelo menos três corredores rodoviários binacionais que demandarão o aporte de US$ 368 milhões.

Mais ao norte figura o caso do México, que elegeu a infraestrutura como um dos eixos para o crescimento econômico e pretende investir, durante este ano, mais de US$ 3 bilhões em obras rodoviárias. O orçamento permitirá a construção, manutenção e reabilitação de mais de 1.280 km de estradas.

Competitividade

A América Latina está no caminho certo, mas ainda há muito por fazer. De acordo com o estudo Hot Spots, realizado pela Economist Intelligence Unit (EIU) a pedido do Citigroup, a cidade mais competitiva da região, Buenos Aires, em âmbito global figura apenas na 60ª colocação em um total de 120 cidades analisadas. O ranking considerou oito categorias de competitividade, como poder econômico, capital físico, amadurecimento financeiro, efetividade institucional, caráter social e cultural, capital humano, perigos ambientais e naturais, e atrativo global.

Depois da capital argentina, a cidade da região melhor colocada é São Paulo, em 62º lugar, e Santiago, na 68ª posição. Entre as demais metrópoles latino-americanas figuram ainda a Cidade do México (71ª), Rio de Janeiro (76ª), Cidade do Panamá (78ª), Lima (88ª), Bogotá (89ª), Monterrey (90ª), Guadalajara e Porto Alegre, ambas na colocação número 102.