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08 de novembro de 2017
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Rolos Compactadores

Fator de eficiência

Para garantir a produtividade, o uso de modelos de pneus exige atenção a aspectos como área de contato com o solo, pressão interna, uso de lastros e cuidados de manutenção
Por Joás Ferreira

Uma das preocupações em relação ao uso de compactadores de pneus em pavimentação asfáltica – inclusive na preparação da base – refere-se à relação entre o peso operacional e a quantidade de pneus da máquina empregada. Sem dúvida, trata-se de um fator crucial que incide diretamente na eficiência e qualidade da operação.

De acordo com Carlos Santos, gerente de produtos da Dynapac, “essa relação determina a carga por roda e, consequentemente, a força aplicada sobre o pavimento”. Segundo ele, uma máquina com peso operacional de 27 t, por exemplo, distribuído por nove pneus, tem uma carga de aproximadamente 3 t por pneu. “Entretanto, isso é apenas metade da equação necessária para efetuar a compactação”, salienta.

O especialista explica que o propósito de um rolo de pneus é ampliar a capacidade de suporte do pavimento por meio da transmissão de energia, reduzindo seu volume e aumentando a densidade. Por esse motivo, é comum que os clientes exijam modelos com controle de pressão nos pneus, feito desde a plataforma de operação (air on the run). Segundo Santos, existem duas variáveis que devem ser devidamente controladas e dosadas para se obter um serviço de qualidade. A primeira é área de contato com o solo, que é determinada pelo tipo de pneu utilizado (tamanho, estrutura de malha etc.) e sua pressão interna. A outra é a carga por roda, por sua vez determinada pelo peso operacional do equipamento dividido pela quantidade de rodas/pneus. “A energia aplicada está relacionada à pressão sobre o pavimento que, por sua vez, relaciona-se com a área de contato dos pneus e a força (peso) exercida”, afirma. “Assim, a área de contato com o solo varia de acordo com a pressão nos pneus.”

Em consonância, o especialista em produtos de pavimentação da Caterpillar, Paulo Roese, considera a pressão dos pneus como um fator essencial. Muitas vezes, diz ele, os clientes pensam que as maiores pressões são exercidas por máquinas mais pesadas, mas nem sempre isso é verdade. “Dependendo da pressão, uma determinada área do pneu estará em contato com o asfalto ou a base a ser compactada”, frisa. “Alterando as pressões de inflação, são obtidas diferentes áreas de contato e, por consequência, são aplicadas diferentes pressões sobre o solo.”

Para o gerente de negócios da Dynapac, Paulo Henrique C. Bruno, a eficiência do equipamento não está ligada apenas ao fator “peso sobre pneus”, mas também a outros aspectos de desempenho. A chave, diz ele, está em quanto o rolo produz e seu custo de operação. “O quanto a máquina produz é determinado pelo seu poder de compactação”, define. “Já o custo para produzir é determinado não só pelo valor de aquisição, mas também pela depreciação, facilidade de operação, consumo de combustível, disponibilidade etc.”