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08 de novembro de 2017
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Tecnologia

Entrega de resultado

Cases recentes mostram como a tecnologia embarcada tem ajudado as empresas a obter maior produtividade e precisão das máquinas utilizadas em obras de construção
Por Marcelo Januário (Editor)

Como a tecnologia se traduz em vantagens para os usuários de máquinas – principalmente em relação à redução de passivos – é uma questão que sempre vem à tona quando o assunto é o custo-benefício de bens de capital. E o mesmo ocorre com os dispositivos de automação para máquinas pesadas.

Não é para menos, pois essas soluções podem ser utilizadas em todas as etapas das obras, desde a concorrência, passando pela adequação e execução do projeto até a sua entrega. Nesse rol, estão ferramentas como sistemas de posicionamento para infraestrutura de topografia, sistemas de pesagem, softwares de projeto e sistemas avançados em versões 2D e 3D, dentre outras.

Em operações de terraplenagem, para ficar em um único exemplo, os sistemas permitem realizar o controle do nível de elevação com tolerâncias justas, utilizando transmissor e receptor a laser. Ao capturar as informações de elevações, ele calcula os ajustes necessários em ambos os lados da lâmina para obter o nível desejado. Tudo automaticamente, sendo que o operador apenas conduz a máquina.

Porém, cada família exige uma solução específica, todas importadas, sendo possível retirar o sistema de uma máquina e instalar em outra. “O sistema é uma equação matemática, com sensores que fazem a leitura, inclusive das medidas físicas da máquina, que são imputadas nessa equação”, explica Tiago Barros, coordenador técnico da Sitech, unidade de negócios para soluções da joint-venture Caterpillar Trimble Control Technologies (CTCT), que no Brasil é operacionalizada pelo Grupo Sotreq. “À medida que recebe leituras, o sistema compara com a equação e emite o resultado, que basicamente é o movimento do implemento baseado no projeto embarcado.”

Para funcionar, a parte do implemento deve ser preparada com a instalação de kits de automação hidráulica. Em uma máquina mecânica como a 140K, por exemplo, instala-se um bloco hidráulico em paralelo ao original, no qual estão as eletroválvulas que serão acionadas pelo computador de bordo. É então que ocorre o acionamento, movimentando o implemento. “Mas se for uma 140M Grade Control, que já é uma máquina eletrônica, não precisa instalar o bloco hidráulico, bastando ativar o implemento da máquina via módulo de controle eletrônico”, frisa Barros.

Dentre outros ganhos, a tecnologia promete velocidades maiores de trabalho, independentemente da experiência dos operadores. Como tem o traçado (com seus elementos) implantado na memória, o sistema reproduz exatamente os bordos, independentemente da posição da máquina, corrigindo o deslocamento lateral da lâmina. “A diferença está na qualidade do trabalho, que praticamente não tem erro”, resume o especialista. “Se fizer manualmente, ainda é possível ter alguma eficiência próximo ao piquete, mas entre os piquetes, o nivelamento acaba oscilando.”