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09 de junho de 2016
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Construction Summit 2016

Encontro de decisores

Infraestrutura urbana e sistemas construtivos são os temas debatidos no evento, que busca estimular a convergência de governo, iniciativa privada e sociedade

Mais da metade da população mundial, atualmente estimada em cerca de 7,3 bilhões de pessoas, vive em áreas urbanas. E essa proporção deve crescer ainda mais nos próximos anos. De fato, as perspectivas são de que, até 2050, aproximadamente dois terços dos habitantes do planeta morem em cidades. Dessa maneira, assuntos relacionados a projetos de planejamento urbano estão na ordem do dia, colocando as cidades no centro de um processo que garantirá às próximas gerações melhores condições de habitação, com ambientes mais sustentáveis e acessíveis.

Pensando nesta tendência, a Sobratema promove nos dias 15 e 16 de junho o evento Construction Summit 2016, um congresso composto por seminários temáticos que será realizado no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Organizado em parceria com a WRI Brasil, um dos seminários – a se realizar no dia 15 de junho – conta com dois painéis, abordando o tema central “Cidades em Movimento”. “O WRI Brasil Cidades Sustentáveis acredita que para construir cidades sustentáveis e inclusivas, em que as pessoas possam prosperar e realizar seu potencial, é necessária a convergência de governo, iniciativa privada e sociedade”, afirma Rejane D. Fernandes, diretora de relações estratégicas do WRI Brasil. “Nessa linha, como a Sobratema representa um setor importante da iniciativa privada e que se preocupa com a sustentabilidade, mantendo-se aberta aos temas das cidades, nada mais natural do que esta parceria.”

Segundo ela, o seminário busca tratar de temas relevantes para as cidades, privilegiando um enfoque diversificado. “Procuramos reunir especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos, de modo reunir informações abrangentes e que permitam conhecer as variáveis, explorando as complexidades de cada assunto”, acrescenta.

Reunindo gestores públicos, entidades setoriais e técnicas, empresas de engenharia e urbanismo, mídia especializada e outros públicos, o primeiro painel trata de tecnologias e financiamentos para infraestrutura e serviços, ao passo que o outro debate mobilidade, acessibilidade e desenvolvimento urbano. “Esses temas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável das cidades”, destaca Rejane. “A tecnologia, por exemplo, está a serviço de maior eficiência e eficácia na prestação de serviços de transportes, saúde e educação, mas também na qualificação da infraestrutura e agilidade do


Mais da metade da população mundial, atualmente estimada em cerca de 7,3 bilhões de pessoas, vive em áreas urbanas. E essa proporção deve crescer ainda mais nos próximos anos. De fato, as perspectivas são de que, até 2050, aproximadamente dois terços dos habitantes do planeta morem em cidades. Dessa maneira, assuntos relacionados a projetos de planejamento urbano estão na ordem do dia, colocando as cidades no centro de um processo que garantirá às próximas gerações melhores condições de habitação, com ambientes mais sustentáveis e acessíveis.

Pensando nesta tendência, a Sobratema promove nos dias 15 e 16 de junho o evento Construction Summit 2016, um congresso composto por seminários temáticos que será realizado no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Organizado em parceria com a WRI Brasil, um dos seminários – a se realizar no dia 15 de junho – conta com dois painéis, abordando o tema central “Cidades em Movimento”. “O WRI Brasil Cidades Sustentáveis acredita que para construir cidades sustentáveis e inclusivas, em que as pessoas possam prosperar e realizar seu potencial, é necessária a convergência de governo, iniciativa privada e sociedade”, afirma Rejane D. Fernandes, diretora de relações estratégicas do WRI Brasil. “Nessa linha, como a Sobratema representa um setor importante da iniciativa privada e que se preocupa com a sustentabilidade, mantendo-se aberta aos temas das cidades, nada mais natural do que esta parceria.”

Segundo ela, o seminário busca tratar de temas relevantes para as cidades, privilegiando um enfoque diversificado. “Procuramos reunir especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos, de modo reunir informações abrangentes e que permitam conhecer as variáveis, explorando as complexidades de cada assunto”, acrescenta.

Reunindo gestores públicos, entidades setoriais e técnicas, empresas de engenharia e urbanismo, mídia especializada e outros públicos, o primeiro painel trata de tecnologias e financiamentos para infraestrutura e serviços, ao passo que o outro debate mobilidade, acessibilidade e desenvolvimento urbano. “Esses temas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável das cidades”, destaca Rejane. “A tecnologia, por exemplo, está a serviço de maior eficiência e eficácia na prestação de serviços de transportes, saúde e educação, mas também na qualificação da infraestrutura e agilidade do atendimento ao cidadão. Assim, vamos buscar as experiências de cidades, da iniciativa privada e do governo para construir uma agenda comum que beneficie a todos.”

O Construction Summit traz ainda “Seminários Técnicos da Construção”, cuja abrangente programação inclui uma série de atividades organizadas por entidades e empresas do setor. O objetivo é reunir informação especializada para o público participante do evento, bem como oferecer uma oportunidade para discutir temas centrais que podem contribuir para o desenvolvimento da construção no país.

No dia 15 de junho, a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) promove o painel “Sistemas Construtivos Industrializados”. Contando com a parceria da Abcem (Associação Brasileira da Construção Metálica), Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço), Drywall (Associação Brasileira do Drywall) e IABr (Instituto Aço Brasil), o painel discorre sobre a utilização de soluções de engenharia como pré-fabricados de concreto, light steel framing, drywall, woodframe e construção metálica. “Uma das nossas prioridades de ação é a difusão dos sistemas construtivos”, comenta Walter Cover, presidente executivo da Abramat. “Afinal, essa modalidade de construção permite ganhos substanciais de produtividade, qualidade e sustentabilidade.”

De acordo com Cover, o evento reúne um público qualificado, tanto do segmento público como privado, constituindo um palco privilegiado para a divulgação das características e vantagens dessa modalidade de construção, seja com base em concreto, aço, gesso e madeira. “Nesse momento de retomada de mercado, a questão da velocidade das obras e da produtividade ganha ainda mais importância”, ressalta o dirigente. “Neste evento, a expectativa é de aumentar o conhecimento e estimular a utilização de sistemas construtivos. Com a presença de tomadores de decisão, prefeitos, engenheiros, arquitetos e construtoras acreditamos que o ambiente será propício para detalhar o atual estágio de desenvolvimento desses sistemas, mostrando casos bem-sucedidos e, com isso, aproximando as partes para concretização de negócios.”

Segundo dados divulgados pela Abramat, a aplicação de estruturas de concreto responde por 10% do total de obras, enquanto o uso das estruturas de aço apresenta um percentual que varia de 7% a 10% e o drywall, de 14%. Isso significa que os sistemas industrializados apresentam um alto potencial de crescimento. “A maior parte da aplicação dos sistemas industrializados não está em obras habitacionais, mas em obras nas áreas comercial e industrial”, explica.

Sobre os benefícios desses sistemas, Cover destaca a redução nos custos totais da obra, a maior velocidade de execução do projeto e a pegada sustentável, pois são produzidos em um ambiente industrial no qual o controle de qualidade é mais rígido e sem as interferências climáticas que ocorrem nos canteiros, além de gerarem menos resíduos e apresentarem maior índice de reciclagem. “Também há uma redução no transporte de materiais para o canteiro, que implica em menor consumo de energia e de combustível”, acrescenta.

Além deste painel, no dia 16 de junho também será debatido o setor de concreto. Com a participação da WOC (World of Concrete), o painel apresenta tecnologias utilizadas em importantes obras internacionais, demonstrando como os investimentos em pesquisa de materiais, estudos de eficiência nos canteiros e novos desenvolvimentos tecnológicos contribuem para a excelência na construção. Na mesma linha, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) aborda soluções autocicatrizantes no uso do concreto.

CONHECIMENTO

O Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva) também confirmou participação no evento, com um workshop sobre o futuro da engenharia e da arquitetura no Brasil, além de um painel sobre novas mídias e comunicação na construção e da Mostra VivaCidade, uma parceria com o ITS (Instituto de Tecnologia Social) e a Abridef (Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Serviços para Pessoas com Deficiência). De acordo com José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco, “é fundamental dotar as cidades brasileiras de infraestrutura sustentável e acessível”.

No segmento de locação, a Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos, Associações e Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas) promove seu tradicional Congresso. “Nosso intuito é trazer conhecimento e informação necessários ao desenvolvimento de nosso segmento”, diz Eurimilson Daniel, secretário-executivo da associação. Outros temas incluem a sustentabilidade na construção (a cargo da Inovatech Engenharia e da Fundação Carlos Alberto Vanzolini), cidades inteligentes (ITS), Lei Brasileira da Inclusão (Abridef), norma de desempenho (Consultoria NGI – Núcleo de Gestão e Inovação), túneis (CBT), PPP’s (FNP – Frente Nacional dos Prefeitos) e oportunidades de negócios bilaterais (Escritório Comercial do Peru no Brasil).

Além do Congresso, o evento prevê uma área para exposições como Cidades em Movimento, Light Steel Frame, Encontro das Start-ups da Construção, Mostra da Sustentabilidade e Mostra de Produtividade e Industrialização.