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19 de março de 2014
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Manipuladores Telescópicos

Em busca do ponto mais alto

Com a demanda para construção estabilizada nos últimos anos, fabricantes apostam no agronegócio para impulsionar o mercado de manipuladores no Brasil

É quase consenso de que o principal apelo dos manipuladores é mesmo sua versatilidade operacional, uma vez que oferecem uma série de implementos, como conchas, garfos, guinchos etc. Mas, no Brasil, aparentemente sua aplicação ainda não decolou. No ano passado – que foi melhor do que os anteriores – apenas 550 unidades foram vendidas, segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos. Em comparação, a venda de retroescavadeiras bateu na casa das 11 mil unidades.

No Reino Unido e na França, aliás, a cada cinco manipuladores telescópicos negociados se vende uma retroescavadeira. Lá, essas máquinas são populares por atender a projetos de construção civil, mineração, indústrias e outros, com predominância do setor agrícola, principal usuário mundial para esse tipo de máquina.

Por aqui, a situação momentânea para essas máquinas – chamadas originalmente de telehandlers – é de luta por espaço e crescimento. Mas, na avaliação dos fabricantes, tal situação não deve perdurar por muito tempo, pois as projeções para os próximos anos são mais que otimistas.

MECANIZAÇÃO

No curto prazo, as fichas são depositadas na construção pesada e civil. Em alguns anos, “a menina dos olhos” se tornará definitivamente a agricultura. Atualmente, porém, os únicos compradores expressivos são as construtoras atuantes em programas de habitação popular (como Minha Casa, Minha Vida), onde as obras começaram a ser paletizadas e os telehandlers já vêm demonstrando eficiência. “Na verdade, a versatilidade dos manipuladores foi conhecida no Brasil apenas nos últimos cinco anos”, diz Nei Hamilton, diretor comercial da JCB no país. “E chegou justamente para atender a um amadurecimento natural do mercado, que passou a exigir mais produtividade e, consequentemente, maior mecanização no canteiro de obras.”

Como enfatiza o especialista, trata-se de uma modalidade de equipamento relativamente nova no Brasil, ainda bastante desconhecida pelos usuários brasileiros e que tende a ser mais comercializada à medida que se popularize. Para Hamilton, o ponto de virada para um maior crescimento ocorrerá quando os mercados de mineração e agricultura demandarem mais máquinas, algo que já começou a acontecer neste ano. “Outros nichos também serão usuários, como o de logística, no qual os manipuladores desmontam cargas de caminhões e contêineres”, afirma. “A agropecuária também é potencial usuária para movimentação de materiais a granel, limpeza de currais e movimentação de big bags.”