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05 de junho de 2018
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Manipuladores

Em busca do espaço perdido

Mesmo com a queda acentuada das vendas no país, fabricantes apostam na evolução e divulgação dos manipuladores telescópicos disponibilizados ao mercado nacional
Por Antonio Santomauro

Além da crise que prejudicou todos os setores da economia, características próprias de um mercado ainda novo freiam as vendas de manipuladores telescópicos no Brasil. Uma delas é o desconhecimento das potencialidades dessa família de equipamentos (também conhecidos como telehandlers, do original em inglês). Outra, o custo de aquisição, superior ao de potenciais concorrentes nas atividades de movimentação de cargas.

De fato, após vivenciar um boom de mercado há alguns anos, o equipamento sofreu uma queda acentuada nas vendas no país. Em 2017, foram vendidas no Brasil apenas algumas dezenas de unidades, algo entre 50 e 60 máquinas, segundo diferentes estimativas. Neste ano, a demanda deve manter-se no mesmo patamar. Esses números acanhados, porém, não impedem que os fabricantes invistam na evolução dos equipamentos disponibilizados ao mercado nacional. Até pelo contrário.

A JCB, por exemplo, está tornando padrão nesses equipamentos um ventilador reversível – antes opcional –, que em períodos pré-programados inverte seu sentido para empurrar ar sobre o radiador e, assim, limpar suas aletas. “Isso elimina a necessidade das paradas para limpeza, o que é muito interessante para operação em locais onde há muito pó suspenso”, destaca Ricardo Nery, gerente de produtos da fabricante. “Já configuramos com esse ventilador todos nossos manipuladores agrícolas, como os modelos 531-70 e 541-70, que estão entre os mais vendidos no país.”

Globalmente, o portfólio da JCB inclui desde manipuladores com capacidade de carga a partir de 1,6 t e altura de trabalho de 4 m, até opções capazes de elevar 4 t a 20 m de altura. Dois deles, os modelos 535-125 e 540-170, com capacidades para 3,5 t e 4 t e alturas de 12,5 m e 17 m, respectivamente, já são fabricados no Brasil.

Já a Manitou obtém maior volume com os manipuladores MLT-X 735 e MLT-X 840, também dirigidos ao agronegócio. “Considerando também, além de altura e capacidade, itens como direção ou joystick, variações de cabinas e diferentes tipos de bancos, temos mais de 400 configurações de telehandlers em todo o mundo”, afirma Marcelo Bracco, diretor da marca para o Brasil e América Latina.

Segundo ele, em âmbito global os manipuladores são utilizados em diversos setores, especialmente construção, agricultura, mineração e indústria. No Brasil, diferentemente, destinam-se prioritariamente ao primeiro desses mercados, ao qual chegam via locadoras. “A qualidade da mão de obra da construção brasileira é muita baixa, o que acarretou problemas no uso de manipuladores, ficando a imagem de um equipamento caro, complicado e frágil”, observa Bracco. “É isso que agora buscamos reverter.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral