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18 de abril de 2016
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Manutenção

Disponibilidade e equilíbrio na gestão da frota

Controle adequado de material, mão de obra e equipamentos faz a diferença na otimização da curva de custos e na uniformização dos fluxos de trabalho

O gerenciamento de frotas possui características que o aproximam das ciências matemáticas. Afinal, existe um ponto na curva de custos que define precisamente o balanço ótimo entre o nível disponibilizado de manutenção e o efeito das falhas em equipamentos e processos.

Portanto, as principais decisões envolvidas no processo de gerenciamento implicam em procedimentos que merecem uma análise mais cuidadosa. A primeira e mais óbvia delas diz respeito à relação manutenção preventiva versus manutenção corretiva.

Como se sabe, as quebras imprevistas custam caro e, muitas vezes, acarretam falhas ou reduzem a vida útil de componentes do sistema. Esse aspecto, que não é devidamente levado em conta nos modelos puramente matemáticos, causa uma distorção entre os índices teóricos e reais, determinados a partir do histórico e/ou de amostragens.

Para reduzir o efeito adverso das falhas, recomenda-se a implantação da Manutenção Preventiva (MP), que corresponde a um conjunto de procedimentos destinados a reduzir a incidência de problemas técnicos entre as grandes revisões, reduzir as paradas não programadas e aumentar o tempo de trabalho entre as revisões gerais. O gerenciamento deve procurar definir o ponto ótimo de incidência de MP, de modo a não ocorrerem paradas excessivas para as revisões ou paradas não programadas devido ao espaçamento excessivo entre as mesmas.

UNIFORMIDADE

Inicialmente, para decidir quais equipamentos farão parte do programa de manutenção preventiva, é necessário responder a algumas questões. Por exemplo: quais são as consequências tangíveis de uma quebra do equipamento que possa causar uma parada prolongada? Qual é o custo total dessa parada? Qual é a duração dos reparos corretivos? A quebra pode criar algum problema de saúde ou de segurança ao trabalhador?

Uma vez levantadas tais informações, é importante organizar as inspeções para assegurar um fluxo mais uniforme de trabalho. Nesse sentido, é crucial entender que a preventiva só vale a pena se sua utilização resultar em redução dos custos operacionais (do equipamento e da frota como um todo). Por isso, a análise das incidências de parada constitui um bom critério de avaliação da eficácia da manutenção preventiva.

Sua implantação efetiva deve ter acompanhamento diário, até que caminhe sem dificuldades ou sobressaltos. Para isso, os relatórios devem informar as inspeções executadas e não executadas (com as respectivas causas), a comparação entre os tempos padrão e os tempos reais (quando essa informação estiver disponível), as ordens de corretiva decorrentes das inspeções, os retardamentos devidos à falta de peça ou mão de obra e outros dados da frota.