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12 de maio de 2017
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Momento

Desafios fortalecem segmento de compactos no Brasil

Mesmo enfrentando redução na demanda nos últimos dois anos, mercado de miniequipamentos pode ganhar espaço no país com a industrialização dos canteiros

Historicamente, os equipamentos mais utilizados para qualquer tipo de obra no Brasil sempre foram as retroescavadeiras e as pás carregadeiras de rodas. E isso acontecia independentemente do porte do projeto, para os quais, em algumas situações, as máquinas acabavam sendo superdimensionadas.

No entanto, essa realidade vem se transformando rapidamente. “A mecanização das obras têm uma relação direta com o desenvolvimento do mercado de construção”, comenta Pedro Carvalho, especialista da Caterpillar em aplicação de equipamentos compactos. “Esse fator é o principal motivo para o aumento do interesse pelos equipamentos compactos.”

Segundo o especialista, a criticidade vem aumentando, com proprietários e locadores de máquinas buscando modelos, tamanhos e configurações ajustados ao perfil de trabalho que precisam executar. “Eles perceberam que, para realizar um trabalho excelente, precisam do equipamento adequado”, diz ele.

ESPAÇO

Em mercados maduros como o norte-americano, exemplifica Carvalho, é muito comum observar pequenos construtores transportando suas minicarregadeiras em caminhonetes para a construção de uma casa ou pequenos produtores agrícolas utilizando seus miniequipamentos nas atividades diárias. Já na Europa, pela limitação de espaço físico, é comum a presença de miniequipamentos operando em grandes centros.

Contudo, para Rodrigo Otani, gerente de negócios da unidade de máquinas do Grupo Argos GPS, o mercado de miniequipamentos ainda levará alguns anos para

ganhar o mesmo destaque das escavadeiras hidráulicas e retroescavadeiras. “Em minha análise, existem alguns fatores que impedem uma venda maior desse tipo de máquina, sendo um deles o próprio conceito de sua aplicação”, afirma. “Muitas empresas ainda não visualizaram o custo-benefício de utilizar esses equipamentos em relação à mão de obra manual. Mas isso está mudando, e a tendência é que os miniequipamentos ganhem ainda mais espaço num futuro breve.”

 

O diretor da Takeuchi, Odauro de C. Vitoriano, acresce outro ponto. Segundo ele, a falta de conhecimento também é um entrave para uma maior utilização dos compactos. “É um mercado relativamente novo e com pouco conhecimento sobre as vantangens que um miniequipamento oferece, principalmente em áreas urbanas, onde sua aplicação é maior”, opina. “Além disso, essas máquinas não possuem muitas linhas de crédito, visto que, até então, a maioria é importada.”