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17 de outubro de 2016
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Manipuladores

Cultura de utilização

Relativamente desconhecidos no país, manipuladores telescópicos têm potencial de crescimento em diferentes setores, como construção, mineração, agrícola e industrial
Por Evanildo da Silveira

 

A modernização e a industrialização dos processos construtivos, com a sua crescente mecanização, têm aberto espaço no mercado de engenharia para equipamentos que até há pouco tempo não eram sequer vistos nos canteiros de obras. Esse é o caso dos manipuladores telescópicos, também chamados de telehandlers, que são usados para facilitar o transporte de cargas e materiais paletizados, como tijolos e blocos de cimento, por exemplo. Segundo especialistas, essas máquinas versáteis podem substituir – com vantagens, dependendo da aplicação – vários equipamentos, tais como elevadores elétricos, andaimes, empilhadeiras, carregadeiras, guindautos, dumpers e guindastes. Com atuação polivalente, tornam possível o cumprimento de prazos apertados e, consequentemente, aumentam a rentabilidade do construtor.

Apesar dessas vantagens, o gerente de produtos da JCB do Brasil, Diego Butzke, diz que ainda há certa resistência no país em adotar esse produto como solução ideal para a movimentação de materiais. “É o contrário do que já ocorreu em locais mais desenvolvidos, como nos Estados Unidos e Europa, em que as máquinas são hoje amplamente utilizadas em diversas aplicações”, diz ele. “No Brasil, no entanto, por ainda se tratar de um equipamento-conceito, não existe um grande volume que possa ser considerado ou mesmo analisado. Mas é possível afirmar que temos um mercado potencial e crescente para os telehandlers.”

POTENCIAL

Segundo Marcelo Bracco, diretor geral da Manitou Brasil, os manipuladores telescópicos são normalmente utilizados em quatro setores principais: construção, agricultura, indústria e mineração. “Mesmo em retração, o primeiro ainda é o que mais usa esse tipo de equipamento atualmente”, informa. “Já o mercado agrícola brasileiro tem um forte potencial para se tornar um grande utilizador da máquina, que ainda não é muito conhecida pelos produtores rurais.”

Tal situação também se repete em outros lugares. Apesar de serem bem mais populares, na Europa, por exemplo, as vendas de manipuladores telescópicos ainda não superam a de tratores, representando apenas 10% do total comercializado. “Ou seja, a cada 10 tratores vendidos, sai um telehandler. No Brasil, essa relação está em torno de 200 para 1”, conta Bracco. “Dessa forma, é necessário desenvolver esse mercado aqui, pois a agricultura no país ainda não conhece as vantagens do uso do equipamento, que é quase que exclusivamente usado na construção e na indústria.”