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08 de dezembro de 2011
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Manutenção

Cuidados que mantêm a vida útil de polias e correias

Do correto armazenamento às verificações periódicas de operação, esses componentes requerem práticas cuidadosas para manter os equipamentos fora-de-estrada operacionais por longos períodos

As polias utilizadas em máquinas podem ser do tipo planas ou trapezoidais. Esse último tipo, conhecido como polia em “V”, é o mais usual em sistemas de máquinas e exige cuidados específicos, assim como as correias que formam o seu conjunto. A primeira dica acerca da manutenção/operação das polias, é que dificilmente será possível recuperar os seus canais (assentamentos) de forma eficiente. Essa prática, conhecida no setor como ‘enchimento da polia’ não costuma ser bem executada pelo fato dos canais terem medidas milimétricas, nas quais a mais insignificante alteração prejudicará o assentamento da correia em “V”, o seu tensionamento e o funcionamento pleno do sistema. Se mesmo assim o responsável mecânico insistir em recuperar a polia, a atuação deve ser realizada por torneiros mecânicos com alto grau de conhecimento e de prática, de forma que ele seja capaz de reproduzir as medidas exatas do canal da polia e com material ferroso indicado pelo fabricante do componente.

A necessidade de recuperar polias ocorre devido ao desgaste dos canais de assentamento das correias. Essa é uma degradação natural, que acontece conforme a utilização do sistema com o passar dos anos. Para verificar quando o desgaste chegou ao limite estipulado pelo fabricante do sistema, é preciso avaliar se os dentes da correia assentam-se no meio dos canais. Caso a ponta dos dentes esteja tocando o fundo da polia ou esteja perto disso, é recomendável a troca da polia para evitar o desgaste prematuro da correia.

A troca da polia também é uma tarefa específica, na qual é necessário realizar, primeiramente, o correto alinhamento para encaixá-la nos eixos. Para isso, fixe a polia no cabeçote do torno pelo cubo e centralize-a com um relógio comparador através dos canais da polia, de modo que não ocorram defeitos durante a furação. A furação para encaixe das polias nos eixos, aliás, costuma exigir parafusamento com torque que vai de zero a 25 Nm, dependendo do sistema.

Com a broca de furação centralizada, realize o procedimento paulatinamente, dando duas voltas para frente (avançando a broca) e uma para trás (recuando-a) para retirar as rebarbas (“cavaco”) durante o processo. Vale a nota de que é recomendável utilizar vários diâmetros menores de broca até chegar ao diâmetro indicado pelo fabricante.

Depois de retirar as rebarbas das furações, fixe a polia no eixo, verificando novamente o alinhamento dela em relação ao eixo. Esse alinhamento que exige o uso de relógio comparador, conforme descrito anteriormente, também pode ser feito com o uso de uma régua na posição paralela, que deve ser tocada na superfície lateral das polias de maneira uniforme.