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11 de maio de 2015
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Manutenção

Cuidados com transmissões de carregadeiras

Sistemas automáticos ou automatizados geram menos problemas do que os mecânicos, mas ainda assim precisam de atenção especial na manutenção preventiva

O uso de transmissões automatizadas ou automáticas em pás carregadeiras pode trazer benefícios importantes como uma redução do custo total com equipamento em até 3%. Com combustível, estima-se que a redução fique em torno dos 4,5%, enquanto a agilidade na condução do equipamento com esse tipo de tecnologia é incontestável.

Por outro lado, sabe-se que a transmissão é um componente crítico no trem de potência das carregadeiras, cuja função principal é converter a potência do motor em combinações exatas de velocidade, torque e sentido de rotação requeridas para a aplicação. Isso pode ocorrer por vários meios, como embreagens hidráulicas ou acionamentos hidráulicos ou hidrostáticos. No mercado, quatro tipos de transmissões são mais difundidas (eletro-hidráulica, hidrostática, de contra-eixo e planetárias), utilizando diferentes conceitos tecnológicos mas compartilhando a necessidade de cuidados operacionais e de manutenção.

Um dos fatores que mais contribuem para a longevidade da transmissão – e que também agrega confiabilidade às aplicações mais severas – é a otimização da transferência das cargas existentes nas engrenagens. Isso faz com que transmissões com esse conceito atendam a qualquer tipo de aplicação, superando eventuais condições adversas do terreno.

SINTOMAS

No geral, a manutenção preventiva é a forma mais econômica de manter o equipamento operante com o máximo desempenho. Nesse tipo de componente, a manutenção preventiva se resume na manutenção da transmissão propriamente dita, em testes de análise de óleos e no monitoramento de níveis de fluidos e filtros.

Nesse caso, a primeira dica é observar indicadores que relacionem avarias no sistema da transmissão, tais como excesso de presença de sílica (Si) e alumínio (Al) no fluido da transmissão, por meio de análises de laboratório. Esses componentes indicam contaminação do óleo. Já um alto nível de presença de cobre (Cu) ou ferro (Fe) seria indicador de desgaste de discos por fricção.

Além da identificação desses contaminantes, as análises de fluidos são recomendadas para outras verificações fundamentais, como desgaste nos controles de válvulas, falhas nos rolamentos e entrada de contaminantes.

Junto a outras inspeções, a troca de lubrificantes é um dos principais procedimentos de manutenção preventiva do conjunto de transmissão. Quando realizada corretamente, a troca pode aumentar a vida útil dos conjuntos até 8 mil horas ou mais, sem necessidade de manutenção corretiva. Todavia, se algo não ocorrer como deveria, os problemas mais comuns – e que devem ser verificados em primeiro lugar – são o desgaste de discos dos pacotes de cada marcha e o desgaste de esferas e roletes presentes no sistema.