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08 de março de 2018
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Compactos & Ferramentas

Controle preciso de ruídos

Utilizados em atividades com risco potencial de exposição a níveis elevados de ruído, os dosímetros podem evitar problemas graves de saúde, como a perda auditiva
Por Melina Fogaça

No setor da construção e em outros ramos produtivos, os trabalhadores muitas vezes ficam expostos a ruídos extremos ao longo de sua jornada de trabalho. Afinal, os diversos setores industriais, assim como muitos canteiros, contam com máquinas e equipamentos em suas linhas de produção que podem gerar ruídos acima do suportável pelo sistema auditivo humano, afetando diretamente a saúde dos trabalhadores.

É justamente para mensurar o nível sonoro a que um trabalhador se expõe em sua jornada normal de trabalho que existem os dosímetros de ruídos (ou áudio-dosímetros), que são dispositivos previamente configurados e instalados diretamente no usuário para que, durante sua atividade diária, seja realizada a medição da intensidade sonora em tempo real.

Por ser extremamente portátil, o aparelho pode ser fixado em trabalhadores de diversas funções, sendo indicado para qualquer tipo de atividade considerada insalubre pela exposição contínua ao ruído sonoro, como explica Faiblan Ferreira, diretor da Criffer. “O equipamento é voltado para técnicos e engenheiros de segurança do trabalho para avaliação de ruído em postos de atuação”, comenta o especialista. “O dosímetro permite gerar laudos e registros da análise realizada, sendo indicado tanto para medidas preventivas como corretivas.”

De acordo com o engenheiro da Instrutherm, Cristiano Mollica, o critério atualmente utilizado no Brasil é realizar a medição de ruídos em locais onde geralmente são encontrados níveis de pressão sonora superiores a 80/85 dB, para 8 horas de exposição, como ocorre em siderúrgicas, fábricas, canteiros, serralherias ou quaisquer ambientes em que se utilizem prensas, ferramentas e maquinários ruidosos. “No Brasil, os níveis de tolerância são determinados por normas como a NR-15, para atividades e operações insalubres, e a NHO-01, que estabelece procedimentos de avaliação da exposição ocupacional ao ruído”, detalha Mollica. “Por meio das tabelas contidas dessas normas é possível verificar o limite de tempo de exposição a determinado nível de pressão sonora, além do qual podem ocorrer diversos problemas de saúde, principalmente a perda auditiva induzida pelo ruído.”

APLICAÇÃO

Para efetuar a anális


No setor da construção e em outros ramos produtivos, os trabalhadores muitas vezes ficam expostos a ruídos extremos ao longo de sua jornada de trabalho. Afinal, os diversos setores industriais, assim como muitos canteiros, contam com máquinas e equipamentos em suas linhas de produção que podem gerar ruídos acima do suportável pelo sistema auditivo humano, afetando diretamente a saúde dos trabalhadores.

É justamente para mensurar o nível sonoro a que um trabalhador se expõe em sua jornada normal de trabalho que existem os dosímetros de ruídos (ou áudio-dosímetros), que são dispositivos previamente configurados e instalados diretamente no usuário para que, durante sua atividade diária, seja realizada a medição da intensidade sonora em tempo real.

Por ser extremamente portátil, o aparelho pode ser fixado em trabalhadores de diversas funções, sendo indicado para qualquer tipo de atividade considerada insalubre pela exposição contínua ao ruído sonoro, como explica Faiblan Ferreira, diretor da Criffer. “O equipamento é voltado para técnicos e engenheiros de segurança do trabalho para avaliação de ruído em postos de atuação”, comenta o especialista. “O dosímetro permite gerar laudos e registros da análise realizada, sendo indicado tanto para medidas preventivas como corretivas.”

De acordo com o engenheiro da Instrutherm, Cristiano Mollica, o critério atualmente utilizado no Brasil é realizar a medição de ruídos em locais onde geralmente são encontrados níveis de pressão sonora superiores a 80/85 dB, para 8 horas de exposição, como ocorre em siderúrgicas, fábricas, canteiros, serralherias ou quaisquer ambientes em que se utilizem prensas, ferramentas e maquinários ruidosos. “No Brasil, os níveis de tolerância são determinados por normas como a NR-15, para atividades e operações insalubres, e a NHO-01, que estabelece procedimentos de avaliação da exposição ocupacional ao ruído”, detalha Mollica. “Por meio das tabelas contidas dessas normas é possível verificar o limite de tempo de exposição a determinado nível de pressão sonora, além do qual podem ocorrer diversos problemas de saúde, principalmente a perda auditiva induzida pelo ruído.”

APLICAÇÃO

Para efetuar a análise do ruído a que o trabalhador se expõe, mede-se inicialmente a exposição ao ruído acumulado no ambiente, cujos dados – após coletados – são tomados como base para determinar-se a necessidade de aplicação de ações que reduzam a absorção humana do som produzido.

De acordo com Rafael Fernandes, engenheiro de aplicação da divisão de segurança pessoal da 3M, a operação dos dosímetros geralmente é bem simples, exigindo apenas a configuração do dispositivo por meio de um software apropriado. “Esses mesmos softwares servem para formatar e gerar os relatórios, histogramas e gráficos”, diz ele. “Com relação à análise de frequências, existem opções: com e sem. Em geral, para exposição ocupacional, não há necessidade de se realizar uma análise tão específica, que é mais utilizada em projetos acústicos detalhados.”

Contudo, para funcionar corretamente o dosímentro deve ser configurado em conformidade com a norma vigente de aplicação. Assim, são determinados os parâmetros do fator de duplicidade, níveis limiar e de critério, curvas de ponderação, dentre outros. Após a configuração das normas e do datalogger do equipamento, como explica Mollica, da Instrutherm, é possível realizar a coleta de ruído e visualizar os resultados já calculados em formas de relatório e gráficos via software.

Na 3M, as principais linhas do portfólio para essa aplicação, diz Fernandes, incluem os modelos Edge (sem cabo) e NoisePro (posicionado na cintura do trabalhador, enquanto um cabo leva o microfone até a zona auditiva do trabalhador). “Esses dispositivos também possuem versões para uso em áreas classificadas, que são locais com risco de explosão, além de possibilitarem o cálculo da dose de acordo com diversas metodologias, tudo com apenas uma medição”, garante o engenheiro.

Na Instrutherm, como destaca Mollica, o mais recente lançamento é o modelo DOS-700, que promete maior facilidade na configuração das normas pertinentes – que é feita de forma automática via software ou painel do equipamento, além de permitir comunicação via USB e infravermelha, proporcionando a rápida conexão do equipamento a um computador. “Os principais diferenciais deste modelo incluem um microfone sem fio incorporado ao equipamento, tornando o acoplamento no colaborador mais prático e seguro”, diz o especialista. “Além disso, o dosímetro DOS-700 pode realizar três dosimetrias simultâneas, economizando tempo de coleta.”

Já os áudio-dosímetros da Criffer, como pontua o gerente técnico de laboratório, Matheus de Pauli, incluem os modelos Sonus 2 e Sonus 2 Plus, soluções sem cabo de microfone e que, por serem mais leves e ergonômicas, são fixadas diretamente na zona auditiva do trabalhador. “O modelo Sonus-2 Plus também possui um filtro de bandas de oitavas e 1/3 de oitavas”, comenta de Pauli.

Segundo ele, para atender a todos os requisitos técnicos exigidos pelo segmento a Criffer baseia-se em normas internacionais como a IEC 61252 (Personal Sound Exposure Meters) e a ANSI S1.25 (Personal Noise Dosimeters), além de seguir as especificações das normas brasileiras NR-15 e NHO-01 na concepção dos projetos.

“No Brasil, os níveis de tolerância são eterminados pelas normas NR-15, para atividades insalubres, e NHO-01, para avaliação da exposição ocupacional ao ruído.”

CUIDADOS

Além da configuração, o bom funcionamento dos equipamentos exige que os dosímetros passem por manutenção em assistência técnica especializada, incluindo a realização de calibrações periódicas. Segundo Mollica, da Instrutherm, a calibração extremamente importante para os dosímetros, pois garante que o instrumento esteja sempre em condições adequadas de uso. Porém, como adverte o especialista, é recomendável sempre realizar o serviço em locais que possuam o Certificado de Calibração, que é o documento oficial para a atividade.

Para emitir esse documento, o laboratório de calibração precisa ser reconhecido e acreditado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), comprovando a validade do processo e mostrando que a empresa está apta a realizar a calibração de dosímetros. “A disponibilização de assistência técnica deve ser feita com técnicos qualificados e laboratório de calibração filiado à Rede Brasileira de Calibração (RBC), que emite certificados dos equipamentos na área de acústica”, conclui Mollica.

Saiba mais:

3M: www.3m.com.br

Criffer: www.criffer.com.br

Instrutherm: www.instrutherm.net.br