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18 de novembro de 2013
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Linha de Produção

Como nasce um equipamento

Por meio da experiência da CNH, conheça os principais fatores que incidem na decisão pela fabricação e os parâmetros que devem ser considerados na linha de produção

O processo que faz com que um projeto saia das telas dos computadores e ganhe vida em forma de máquina envolve diferentes graus de decisões. E o correto encaminhamento dessas deliberações pode determinar o sucesso da trajetória do equipamento fora de estrada junto ao mercado receptor.
As motoniveladoras das marcas Case e New Holland produzidas no Brasil, por exemplo, são exportadas para 32 países. Isso é um justificado motivo de orgulho para a planta fabril da CNH – empresa controlada pela Fiat Industrial localizada em Contagem (MG), onde são produzidas as linhas de equipamentos de construção de ambas as marcas.

Apesar de serem fabricadas no país desde os anos 1980, só em 2006 as motoniveladoras tornaram-se uma plataforma mundial da CNH a partir de Contagem, em detrimento de outras plantas europeias e norte-americana da companhia. Para tanto, a priori a empresa levou em consideração as características do mercado nacional, ou seja, de que forma as motoniveladoras são demandadas e utilizadas – principalmente em obras rodoviárias. Uma vez que o Brasil tem maior déficit de vias que Europa e EUA, a decisão tornou-se quase óbvia. “As motoniveladoras representam cerca de 8% do total de máquinas da Linha Amarela vendidas no Brasil, enquanto essa representatividade não chega a 1% na Europa”, compara Adriano Gandra, diretor industrial da CNH em Contagem.

INTELIGÊNCIA

Mas, por trás da aparente simplicidade do argumento, há um amplo trabalho prévio e detalhado que foi realizado pela CNH antes da escolha. “O desenvolvimento de uma máquina como essa é definido após pesquisas de inteligência competitiva, conduzida pelas áreas de marketing e comercial”, explica o executivo, acrescentando que essas pesquisas abordam requisitos operacionais demandados por clientes potenciais ou que já constam da carteira da CNH.

Uma vez compilados os dados, os resultados consolidados seguem para o centro de engenharia, que utiliza as informações para realizar as modificações ou desenvolver do zero os produtos, definindo paralelamente em qual planta mundial da CNH se dará a produção. “Elaboramos um plano de engenharia que avalia todas as características do produto, levando em consideração consumo de combustível, facilidade de manutenção, versatilidade operacional, itens opcionais ou de série e diversas outras variáveis”, explica Gandra.

A fase seguinte, diz ele, inclui a listagem das necessidades de produção, mapeando a quantidade necessária de células de produção, equipamentos fabris, ferramentais e recursos humanos a serem mobilizados. Os fornecedores de componentes também são definidos na fase inicial do projeto, quando a CNH avalia o que está disponível, sua confiabilidade e a facilidade logística para o abastecimento.